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Eduardo Sciarra
O longo período de estabilidade econômica, iniciado com o Plano Real, trouxe efetiva melhoria da qualidade de vida da população e propiciou importantes avanços em todos os setores sociais e econômicos do País.
Entretanto, a mudança de patamar para uma economia desenvolvida, de primeiro mundo, ainda é um mero desejo e uma realidade ainda distante. Já existe a convicção de que o grande salto só ocorrerá quando a Educação se tornar a prioridade das prioridades e quando os governos municipais, estaduais e federal, deixando de lado a costumeira retórica, assumirem a missão de não só universalizar a educação quanto melhorar o nível de ensino em todos os níveis.
Não se faz educação sem investir em educadores. É preciso um apoio irrestrito aos educadores brasileiros, que declararam o dia 16 de março como um dia de luta, e também de luto, eles que são, muito provavelmente, a principal mola propulsora do desenvolvimento de qualquer sociedade democrática: os educadores.
Um dia de luta para os professores do Brasil inteiro, que escolheram essa terça-feira para realizar uma paralisação nacional de 24 horas em defesa do efetivo cumprimento da Lei nº 11.738/2008, que instituiu o piso nacional salarial do professor.
E um dia de luto porque em pleno 2010 ainda somos obrigados a ver os nossos mestres mendigando aquilo que em qualquer país que se preze é tratado como prioridade absoluta pelos governantes – o que, convenhamos, não tem sido o nosso caso.
É lamentável admitir isso, mas há décadas nosso professorado tem sido tratado com um incompreensível desprezo materializado por meio não só de salários que por vezes mais parecem esmolas, mas também pelo tolhimento da autoridade indispensável ao pleno exercício da árdua tarefa de ensinar e por outras intervenções que só trouxeram comprometimento à qualidade do ensino.
É imperativo lutar com todas as forças por uma educação que possa contribuir de maneira decisiva na construção de uma sociedade cada dia melhor, pautada no trinômio JUSTIÇA, SOLIDARIEDADE e IGUALDADE.
Com respeito especificamente ao meu estado, o Paraná, uma das reivindicações dos professores que hoje cruzam os braços é um reajuste de 25,97% para equiparar os seus salários com os de outros servidores estaduais com diploma de nível superior.
Isso, por si só, põe por terra o discurso enfadonho do governo Requião segundo o qual o Paraná é o estado do país que paga melhor o professor.
Não é verdade, como verdadeira também não é a afirmação de que o governo Paraná trata educação com o respeito e a prioridade que ela merece.
Que este dia não seja apenas mais um dia sem aula por um protesto em defesa de justas aspirações, mas o começo de uma reflexão que carece de urgência e resolutividade.
Eduardo Sciarra é deputado federal pelo DEM/PR
dep.eduardosciarra@camara.gov.br
Comentário do deputado Sciarra: "A educação continua fora das prioridades do governo. O crescimento sustentável do Brasil depende cada vez mais do salto na qualidade da educação. Não há outra saída." Deu ...
O primeiro parlamentar do Paraná Ficha Limpa.
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