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Comentário do deputado Sciarra:
“Na realidade, o governo precisa de mais recursos, não para a saúde que nunca foi prioridade, mas para cobrir o festival de gastança, promovido para eleger a candidata oficial. A certeza é que quem paga a conta é sempre o povo, nem que seja na forma de inflação mais alta, como já começa ocorrer.”
Deu no Valor Econômico (19/11/10)
Empresários se mobilizam contra volta da CPMF
Entidades empresariais de São Paulo decidiram se mobilizar contra o retorno da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), em forma de Contribuição Social para a Saúde (CSS).
Em reunião do Conselho de Direito da Federação de Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), ontem, foi decidido organizar um movimento único com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) contra a CSS.
Para o empresariado presente na reunião, a cobrança do imposto vai aumentar a carga tributária e pesar no custo dos negócios. “Até por uma questão de cobrar coerência da presidente eleita, nós devemos nos manifestar”, disse o jurista Ives Gandra Martins, presidente do conselho da Fecomercio. “A recriação desse absurdo não tem sentido. Na época da eleição, o discurso era de que não haveria elevação da carga tributária”, disse o vice-presidente da ACSP, Roberto Mateus Ordine.
Rui Altenfender, presidente do Conselho de Estudos Avançados da Fiesp, também pediu coerência da presidente eleita, Dilma Rousseff. “A carga tributária já é elevada. Os sinais estão contrários. A saúde não precisa de mais recursos, precisa de mais eficiência”, afirmou Altenfender.
O ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel, que comandou o Fisco nos anos FHC, conselheiro da área de Direito da Fecomercio-SP, argumentou que o retorno da contribuição é inconstitucional por ser defendida em lei complementar e não em emenda constitucional.
Também não cobriria a necessidade de recursos para a saúde. “Quem defende o projeto diz que a saúde precisa de R$ 90 bilhões ao ano. E a projeção de arrecadação com a nova CPMF é de R$ 10 bilhões”, disse Maciel, defensor de uma reforma tributária fatiada. “Ou trata de microrreforma ou o governo não vai a lugar nenhum”, disse. Segundo Maciel, a CPMF foi aprovada durante sua gestão na Receita. Tratava-se, contudo, de contribuição provisória por demanda do Ministério da Saúde. “A CSS é uma proposta inconstitucional, desnecessária, ineficaz e resulta em aumento de carga tributária”, afirmou.
Na primeira entrevista concedia após eleita, Dilma afirmou ser contrária a aumento de imposto, mas defendeu ser preciso ter nova fonte de recursos para a necessidade de gastos com a saúde. Ao seu lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu abertamente o retorno da CPMF, sob o argumento de que já havia um grupo de governadores eleitos a favor de mais investimento em saúde. A CPMF foi extinta em 2007, uma das derrotas mais significativas do governo Lula no Congresso.
Comentário do deputado Sciarra: "Todos sabem que a CPMF não resolve a questão da saúde. Tudo não passa de mero capricho do Sr. Lula e pode custar caro à economia e ao bolso do cidadão." Deu no O Estado do ...
Comentário do deputado Sciarra: "Xô CPMF - quantas vezes forem necessárias. Só a mobilização e a indignação popular demoverá o governo deste intento." Deu no O Estado de S. Paulo (18/11/10) De ...
Comentário do deputado Sciarra: "A reforma tributária completa não sai, porque o governo central sabe que, em algum momento, terá de ceder recursos para as unidades federadas. Do jeito que está é ótimo para União." Deu ...
O primeiro parlamentar do Paraná Ficha Limpa.
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