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O vírus da Gripe Suína ou Influenza A expôs uma série de problemas do sistema de saúde brasileiro: não existe um plano de contingência para casos de pandemia como a que está se alastrando pelo País afora. Enquanto as autoridades tateiam na busca de uma ação organizada, o pânico toma conta da população que assiste impotente ao aumento exponencial de óbitos sem encontrar respostas confiáveis por parte do poder público.
Milhares de crianças estão em casa, trancadas, proibidas de freqüentar as salas de aula de suas escolas. O calendário escolar está comprometido e com certeza o período de férias de final de ano vai ser mais curto gerando um grande prejuízo para todos. O medo da contaminação diminuiu a freqüência dos shoppings e estabelecimentos comerciais, palestras e shows foram cancelados, locais que propiciam a aglomeração de pessoas foram colocados sob suspeita e andar de ônibus se tornou um risco. Espirrar em local público é praticamente um crime no momento. Em Curitiba, o Ministério Público do Trabalho determinou que os bancos controlassem a entrada de pessoas e com isso as filas estão se formando na rua, evidenciando a vulnerabilidade da população frente à nova pandemia. Sem contar a falta de leitos hospitalares para o atendimento dos casos graves.
Somente no final do ano chegará ao Brasil um lote de 1 milhão de doses de vacinas contra o vírus H1N1, sendo que outras 18 milhões de doses serão finalizadas pelo Instituto Butantã com previsão de uso apenas para o inverno de 2010 e destinada preferencialmente aos profissionais de saúde. E no Paraná somente agora uma versão genérica do medicamento começa a ser fabricada pela farmácia universitária da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Mais grave ainda é a ineficiência e a morosidade na confirmação do diagnóstico. O LACEN (laboratório do Governo do Estado do Paraná) tem capacidade para fazer 100 exames diários. O resultado sai entre uma semana e 10 dias. Neste período a pessoa infectada corre o risco de morrer sem ter o direito de receber o tratamento adequado, aumentando o ciclo de contaminação. Alegando procedimentos técnicos e burocráticos, o Ministério da Saúde não liberou laboratórios particulares para auxiliar na análise de amostras e diminuir o tempo de espera do diagnóstico. Enquanto isso, padecemos a angústia de esperar dias e dias pelo resultado de um exame que em outros países é obtido em algumas horas.
Necessitamos ações mais efetivas. Necessitamos leitos nos hospitais, remédio para nossos familiares, vacinas para imunizar as pessoas que fazem parte do grupo de risco. Necessitamos informação e não desinformação. Queremos ação e não apenas reação.
Hoje, no Brasil, temos a impressão de estar navegando ao sabor do vírus, rezando para que o frio e a chuva não voltem e desta forma a Influenza A não continue matando indiscriminadamente. Já que não podemos contar com as autoridades que deveriam zelar por nosso bem estar, nos resta rezar e torcer para que São Pedro não permita que novas frentes frias alimentem o vírus da gripe suína.
A notícia de que o governo federal contingenciou 85,7% das receitas destinadas às agências reguladoras não surpreendeu o deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR). De acordo com o parlamentar, as agências sofrem uma asfixia maior a cada ano. “Com corte ...
Comentário do deputado Sciarra: "O governo fez bom superavit este mês. Isto é ótimo! Mas, infelizmente, não porque economizou e nem porque cortou gastos de custeio, mas porque aumentou a arrecadação tributária. E os impostos ...
Comentário do deputado Sciarra: "Cresce a arrecadação, o que é bom. Explode o gasto público de custeio, o que é ruim. O Brasil torna-se dependente de recursos do Exterior e por isso retorna a vulnerabilidade a crises externas. ...
O primeiro parlamentar do Paraná Ficha Limpa.
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