“Estamos comemorando a vitória do primeiro e mais importante round de uma luta de mais de 10 anos”. A afirmação foi feita pelo médico Rui Almeida, professor associado e chefe da disciplina de Cardiologia e Cirurgia Cardíaca da Unioeste, durante solenidade de entrega, na tarde desta sexta-feira (5), do aparelho de Hemodinâmica do Hospital Regional Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), de Cascavel.
Segundo o especialista, o aparelho – adquirido com recursos de emenda parlamentar do deputado federal Eduardo Sciarra, no valor de R$ 700 mil – é requisito para o hospital receber o credenciamento para serviços de alta complexidade em cardiologia.
“Um hospital nunca está pronto, mas graças ao empenho pessoal do deputado Sciarra, que já nos proporcionou emendas que chegam a R$ 2 milhões, estamos avançando na tarefa de bem atender os que dependem da saúde pública”, acrescentou o diretor do HUOP, professor Alberto Rodrigues Pompeu.
Para o reitor da Unioeste, Alcibíades Luiz Orlando, as pessoas “se diferenciam entre as que preferem apenas criticar e aquelas que efetivamente buscam soluções”. “O deputado Sciarra faz parte deste segundo grupo e nós temos a obrigação de lembrar sempre do seu trabalho em favor do Hospital Universitário e da Unioeste”, disse.
Serviços de qualidade
O parlamentar federal lembrou que o Paraná é, proporcionalmente, o Estado da federação que mais investe no ensino superior. “Por isso, temos de buscar no Orçamento da União recursos para nossas universidades estaduais”. Ele reforçou o incessante trabalho para propiciar serviços de qualidade à população na área de saúde e manifestou a certeza de que “com este novo serviço, será possível salvar vidas de pessoas que dependem da saúde pública”.
Avanço na cardiologia
Os cardiologistas Rui Almeida e Evandro Lins Queiroz Flores explicam que a hemodinâmica contribui para diminuir os índices de mortalidade, bem como de sequelas decorrentes de doenças cardiovasculares, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) respondem por 17 milhões de óbitos por ano em todo o mundo. “Com a hemodinâmica poderemos avançar tanto na parte clínica do tratamento como na intervencionista, permitindo fazer o tratamento de algumas doenças sem a necessidade de cirurgia”, explica Almeida.