MST empreende fim de semana de terror no Paraná

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quarta-feira, 28 outubro, 2009
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“É difícil tentar verificar qualquer traço de legitimidade em um movimento que desrespeita as leis, rouba, destrói e ameaça”. A reflexão é do deputado federal Eduardo Sciarra (DEM/PR), frente às recentes ações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Paraná. Durante o último final de semana, duas fazendas foram invadidas na região de Apucarana. Em ambos os casos, a entrada dos invasores ocorreu de forma violenta com ameaças à vida dos proprietários e empregados. Em outro episódio ocorrido há cerca de duas semanas, os sem-terra atacaram uma fazenda na região de Cascavel. Não contentes em invadir o espaço, eles depredaram equipamentos utilizados na reprodução de gado nelore e furtaram 117 animais, gerando um prejuízo de mais de R$ 800 mil.

“O mais trágico é que muitas vezes as autoridades acobertam esses crimes”, afirma Sciarra, referindo-se à leniência do poder executivo paranaense, que por diversas vezes recusou-se a cumprir ordens de reintegração de posse em fazendas produtivas que foram invadidas.

Na opinião do democrata, há muito o MST deixou a esfera da reivindicação. Dados recentes do Ibope confirmam o que já era imaginado, que boa parte dos sem-terra não tem vocação rural e engrossa as linhas do movimento pela promessa de terras férteis, que são vendidas na primeira oportunidade. Outra parcela não obtém financiamento para trabalhar nos assentamentos e a maioria esmagadora dos invasores não produz o suficiente nem para a própria subsistência.

Outro fato que merece atenção, segundo Sciarra, é o empenho da base aliada do governo em impedir a realização de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista para investigar os repasses do governo federal ao MST através de uma rede de organizações não-governamentais (Ongs) de fachada. “O uso político do MST é evidente. Está tanto nas negativas dos governantes alinhados com o planalto em cumprir as ordens de reintegração de posse, quanto nas reuniões como a ocorrida neste sábado, entre a ministra Dilma e integrantes do movimento, para discutir a campanha eleitoral do ano que vem”, observa.



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