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Comentário do deputado Sciarra:
“O agronegócio é o carro chefe da economia da região Oeste e do Paraná. E na linha de frente estão as Cooperativas.”
Deu no O Paraná (30/08/10)
Oeste fecha semestre com R$ 615 milhões em exportações
Em seis meses, quase um milhão de toneladas de produtos partiram dos municípios da região com destino ao exterior
Santa Terezinha de Itaipu: – Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior apontam que a região Oeste do Paraná fechou o primeiro semestre de 2010 com o montante de R$ 615.630.373 em exportações efetuadas, número que supera em 8,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Esses mesmos índices também apontam que o volume em toneladas também é superior ao obtido no ano passado: 906,5 mil toneladas, contra 889 mil em 2009.
A região destaca-se na exportação de produtos primários, como grãos de soja, milho e trigo, mas também começa a despontar na manufatura de produtos industrializados e que exigem alta tecnologia e possuem mercado altamente competitivo. Constam na lista de produtos fabricados aqui e vendidos em diversos países do mundo itens como óleo de soja, cerveja, acessórios para motocicletas, secadores agrícolas e silos para armazenamento de sementes.
Em números absolutos, Cascavel é a cidade que está adiante das demais 50 da região. A Capital do Oeste responde sozinha por quase um terço do total financeiro angariado nos primeiros seis meses do ano, R$ 185.179.266. Em toneladas exportadas, Cascavel também é responsável por um terço do total vendido, em torno de 299,5 mil toneladas.
Por outro lado, proporcionalmente à sua população, Palotina é o município oestino que mais exporta bens e serviços, atingindo o montante de R$ 114.628.159. Com quase 30 mil habitantes e capitaneada pela C.Vale, a cidade possui um dos maiores parques industriais do ramo avícola do Brasil, segmento da economia que sustenta os invejáveis números da Capital da Soja. Os números referentes às exportações de Palotina são tão significativos que superam os de Foz do Iguaçu, com toda sua logística existente em termos de mercado exterior e localização estratégica na tríplice fronteira. Foz do Iguaçu aparece com o montante de R$ 80.064.310. Logo após Palotina aparece Cafelândia. A cidade com pouco mais de 13 mil habitantes exportou durante o período da pesquisa o montante de R$ 54.833.198. A maior parte dessa receita é obtida pela Copacol, uma das cinco gigantes do cooperativismo oestino, que se destaca na exportação de frango congelado e miúdos. Toledo, que se destaca como município paranaense com o maior VBP (Valor Bruto de Produção) é tímido nas exportações. Aparece em uma situação intermediaria e perde para cidades de pequeno porte como Ubiratã. Nos seis primeiros meses do ano, Toledo exportou a soma financeira de R$ 9.633.283 e aparece na curva decrescente em relação ao mesmo período do ano passado em 5,56%.
O Oeste se destaca entre os municípios exportadores paranaense. Nada menos que 25 municípios da região são exportadores, quase a metade dos 51 da área de abrangência da Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná). Das 25 cidades, 16 tiveram crescimento em relação ao ano anterior e nove regrediram. Assis Chateaubriand é a cidade que experimentou o maior crescimento em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento é de 303% e o destaque fica por conta de produtos como peixe congelado e milho. Logo atrás aparece Ubiratã, com 218,75%, e Capitão Leônidas Marques, com 191,5%.
Ubiratã destaca-se na exportação de soja triturada e Capitão no segmento moveleiro. Já as cidades que a m a r g a r a m maiores quedas são Diamante do Oeste, com diminuição de 50,22% e São Miguel do Iguaçu, com 41,23%. Na carteira de produtos para exportação de Diamante destaca-se a madeira bruta e manufaturada e na de São Miguel do Iguaçu milho, soja e trigo in natura.
“Os números são maravilhosos. Os chineses e os paraguaios são os maiores clientes da região. A China tem preferência pelo frango e o Paraguai pelo adubo. Só Cascavel gerou, até o fim do mês passado, um montante de R$ 180 milhões. Desse valor, 60% foi destinado para a China, 20% para o Paraguai e o resto dividido entre os outros países. A agroindústria compõe a maior parte das 83 empresas cascavelenses exportadoras e fora da pauta do agronegócio, como venda de furgões, capotas marítimas, tecido e roupas, entre outros itens da pauta, o volume representa menos de 10% do total”, destaca o diretor de Comércio Exterior da Caciopar (Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná), Rafael Salvatti. Segundo ele, os chineses observam o Brasil como uma potência investidora e não predadora. “Todo País, quando percebe que outra potência é o seu maior parceiro, prefere fortalecê-lo, e não secar a fonte”, diz.
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