Paraguai agora quer mais, diz Sciarra

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segunda-feira, 30 maio, 2011
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Logo após o Senado brasileiro aprovar a proposta que triplica o valor pago pelo Brasil ao Paraguai pela cessão de energia da hidrelétrica de Itaipu, de US$ 120 milhões para US$ 360 milhões, o diretor-geral paraguaio de Itaipu, Gustavo Codas, afirmou essa semana que a área diplomática vai negociar para mudar o regime de cessão para o de comercialização ao Brasil.

“Um absurdo que o governo brasileiro deve rechaçar imediatamente e com firmeza. O Brasil deu todas as garantias, colocou a engenharia a serviço do empreendimento e comprou a energia que viabilizou o pagamento do financiamento, sendo que o Paraguai não tinha para quem vender a energia excedente. Modificar o tratado agora, no meio do caminho, é não levar em consideração tudo o que foi acertado em 1973”, afirmou Sciarra.

O governo paraguaio argumenta que o preço da energia está defasado, mas, segundo Sciarra, o Tratado de Itaipu prevê que a lógica de venda de energia entre Brasil e Paraguai não será a de mercado, mas a de custo, já que esta foi a condição estabelecida para o financiamento da usina.

“A revisão do Tratado foi um erro histórico. O apetite do Paraguai sobre Itaipu não tem limites. Além da venda pleiteada pelo diretor paraguaio, o nosso vizinho vai querer, em seguida, vender essa energia a terceiros, o que não está previsto no Tratado”, pontuou o deputado paranaense.

Entenda o caso

Pelo Tratado de Itaipu, assinado em 1973 pelos dois países, 50% da energia produzida pertencem ao Brasil e a outra metade, ao Paraguai. A energia não utilizada deve ser vendida ao parceiro até 2023, quando finaliza o tratado. Como o Paraguai usa apenas cerca de 7% dessa energia, o restante é vendido ao Brasil.



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