Resultados da Copel são afetados por custos e despesas operacionais

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quinta-feira, 12 agosto, 2010
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DEU NO BRASIL ECONÔMICO (12/08/2010)

O forte crescimento dos custos e despesas operacionais no segundo trimestre derrubaram o lucro líquido da Copel na comparação com igual período do ano passado.

Entre abril e junho, a estatal paranaense que atua em geração, transmissão e distribuição de energia lucrou R$ 135,7 milhões, menos da metade dos R$ 290 milhões registrados um ano antes.
O resultado foi bastante inferior à estimativa média de seis analistas consultados pela Reuters, de lucro líquido trimestral de R$ 210,5 milhões.
No acumulado do primeiro semestre, o lucro da Copel foi de R$ 360 milhões, queda de 36% ante os mesmos meses de 2009.
A receita líquida nos três meses até junho subiu 6% ante o segundo trimestre de 2009, para R$ 1,4 bilhão. O mercado de energia cativo da Copel cresceu 6% no segundo trimestre, chegando a 5.283 GWh (gigawatts-hora).
O faturamento no semestre apresentou crescimento de 8,3%, para R$ 2,9 bilhões, com alta de 7,1% no mercado de energia cativo da companhia.
Os custos e as despesas operacionais subiram 33,4% no segundo trimestre, chegando a R$ 1,3 bilhão. O maior peso foi o de gastos com energia elétrica comprada para revenda, que dispararam 73,7% de abril a junho, chegando a R$ 581,7 milhões.
No semestre, o mesmo item apresentou incremento de 52,9%, “em função do maior custo com aquisição de energia” das usinas de Itaipu e de Itiquira, em leilões em ambiente regulado e do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica), segundo a Copel.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos depreciação e amortização) totalizou R$ 231,4 milhões no segundo trimestre, queda de 51,2% na comparação anual. A previsão média dos analistas era para Ebitda de R$ 361,9 milhões.
Nos primeiros seis meses de 2010, o Ebitda foi de R$ 555,3 milhões, recuo de 41,1%.
CONSUMO DAS INDÚSTRIAS
O consumo de energia por indústrias foi destaque no segundo trimestre, respondendo por 1.787 GWh, expansão de 10,2% na comparação com abril a junho do ano passado.
O consumo residencial, por sua vez, avançou 5,5%, totalizando 1.465 GWh. No segmento comercial, o crescimento foi de 3,9%, para 1.083 GWh. Os segmentos rural e outros cresceram, respectivamente, 1,2% e 2,4%.
Já o mercado livre de energia da Copel subiu 7,9% no segundo trimestre e também no acumulado do primeiro semestre, para 800 GWh e 1.562 GWh.



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