Sciarra defende solução para o endividamento do produtor

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quarta-feira, 2 junho, 2010
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O deputado federal Eduardo Sciarra (DEM-PR) se reuniu nesta terça-feira (01) em Brasília com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi; o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Gerardo Fonteles, representantes das entidades do setor agropecuário e um grupo de parlamentares da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados para discutir o problema do endividamento agrícola.

No encontro, as lideranças buscaram um novo acordo com condições para todos os produtores pagarem suas dívidas. O setor agropecuário precisa que o governo e os bancos crieem condições para a liquidação dos custeios alongados das safras 2003/2004 2004/2005 e 2005/2006 e dos investimentos que vencem neste ano.

Em relação à safra de 2010, o ministro se comprometeu a fazer um levantamento e discutir o montante das dívidas com os deputados na próxima semana. “Precisamos encontrar uma solução para que o prejuízo não fique só com o agricultor. Nossa reivindicação é de que o governo perdoe parte da dívida, pois o agricultor não teve culpa. Em um ano de boa produção, ao invés de lucro sobrou prejuízo para os produtores”, ressaltou Sciarra.

No último sábado o deputado participou de uma audiência pública promovida pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), da Câmara Federal, realizada na ocasião da 22ª Feira Nacional Rotativa de Ovinos (Fenovino), em Ponta Grossa (PR), onde debateu sobre a situação alarmante vivida pelos produtores rurais da região. (veja o vídeo) Hoje, a produção recorde de grãos vem acompanhada de baixos preços, câmbio desfavorável e deficiências logísticas que derrubam os ganhos e aumentam o endividamento dos agricultores. De acordo com documento do Sindicato Rural de Irati apresentado na ocasião, com exceção do fumo, todas as demais atividades agrícolas da região vêm apresentando prejuízos.

Segundo Sciarra, a baixa renda dos produtores leva a uma situação que a cada dia se torna mais insustentável. “Sem renda não é possível pagar os financiamentos. É um problema estrutural. Se não resolvermos isso não adianta ficarmos a cada momento alongando as dívidas dos produtores”, ponderou.

O deputado lembrou que a situação dos produtores de milho do Paraná também é crítica pois o preço de venda é inferior ao custo de produção. De acordo com a Federação da Agricultura do Estado de Paraná (FAEP), os produtores do Paraná produziram na safra de verão e inverno 12,6 milhões de toneladas. “Apesar da alta produção, os produtores estão amargando prejuízos em razão do governo não cumprir a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) na medida necessária e por causa da demora no pagamento das Aquisições do Governo Federal (AGF) e do Prêmio de Escoamento da Produção (PEP)”, afirmou o parlamentar paranaense. Conforme dados da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (SEAB-PR) até maio, 44% da safra de verão, ou seja, 3,24 milhões de toneladas já foram comercializadas em média por R$ 13,96 pela saca de 60kg. Esse valor não cobre o custo de produção e está muito abaixo do estabelecido pelo governo na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) de R$ 17,46/sc.



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