Sciarra relata opinião dos moradores do entorno do “Caminho do Colono”

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quinta-feira, 1 dezembro, 2011
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“Estivemos em Serranópolis do Iguaçu e em Capanema, ouvimos a população do entorno do parque, e eles querem, sim, que seja possível uma forma ambientalmente correta de utilização da antiga estrada do Colono. Eles gostam do Parque Nacional do Iguaçu. Só não conseguem entender porque não seria possível um convívio harmônico entre uma estrada que atenda as condições ambientais, o parque e a população”.

O relato foi feito pelo deputado federal Eduardo Sciarra (PSD), presidente da Comissão Especial que analisa o projeto de Lei que cria a Estrada-Parque Caminho do Colono, durante audiência pública realizada na última terça-feira (29), na Câmara dos Deputados, em Brasília, com as presenças do desembargador Álvaro Eduardo Junqueira, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, e do engenheiro florestal e pesquisador Arnaldo Carlos Muller.

A manifestação de Sciarra ocorreu ao comentar o depoimento do desembargador Álvaro Junqueira para quem o modelo atual de gerência do parque, carregado de imposições, gera na população que vive em seus arredores “um mal-estar”. Para o magistrado, a gestão deveria, em contraposição, “motivar o povo do entorno a conservar e ter amor pelo parque”.

Ainda sobre os encontros em Capanema e Serranópolis do Iguaçu, o deputado Eduardo Sciarra disse que foi “perceptível” o interesse da população em participar dos debates sobre os destinos da via de 17 quilômetros entre os dois municípios. Segundo Sciarra, nas duas audiências públicas no interior paranaense, nos dias 11 e 25 de novembro, ocorreu uma série de manifestações emocionadas a respeito da história e da relação do povo local com o próprio Parque.

Regulamentação – O pesquisador Arnaldo Muller atentou para o fato de que não existe hoje a figura da “estrada-parque” na legislação brasileira. Sugeriu que fosse criada, na Lei 9985/2000, esta figura. “Temos, para ser enquadrada nessa categoria, uma série de estradas como a da Graciosa, de Guaraqueçaba, do Monastério da Serra, o caminho de Gabiru, a estrada velha de Foz-Guarapuava, a estrada Paraty-Cunha, a do Rio do Rastro, as estradas imperiais de Petrópolis e Teresópolis, dentre outras”, exemplificou.

A ideia da estrada-parque seria intensificar a relação entre os moradores do entorno e a preservação do Parque Nacional do Iguaçu. No novo modelo de estrada, seriam criadas guaritas para controle do fluxo de veículos, controle do tempo de entrada e saída, mirantes naturais, proibição de circulação noturna, facilitadores de passagem de animais, telas de proteção ao longo do curso, pavimentação ecológica, entre outros investimentos para assegurar a conservação da biodiversidade da região.



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