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Comentário do deputado Sciarra:
“O PAC é gerenciado e está sob a responsabilidade desta Casa Civil.”
Deu no Correio Braziliense (17/09/10)
Suspeitas em verbas do PAC
Uma cadeia de repasses de recursos iniciada com R$ 10,5 milhões, autorizada pelo Ministério das Cidades em 13 de dezembro de 2007 e finalizada em dezembro de 2008, coloca o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no centro das investigações de tráfico de influência. O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a paralisação do Contrato de estudos para elaboração de planos diretores integrados de mobilidade urbana para áreas metropolitanas, custeado por recursos do PAC, por entender que o projeto não informava para onde iria o dinheiro. Após auditorias, R$ 8,4 milhões foram devolvidos aos cofres públicos e os gastos de R$ 2,1 milhões acabaram não sendo detalhados.
A autorização dos R$ 10,5 milhões dada pelo Ministério das Cidades coincide com o histórico de movimentação de José Euricélio Alves de Carvalho — irmão de Erenice — na pasta e na instituição destinatária dos recursos: a Fundação Universidade de Brasília (FUB). Célio, como é conhecido, atuou como assessor da Secretaria de Mobilidade Urbana de julho de 2006 a agosto de 2007. Em setembro do mesmo ano, o irmão de Erenice já estava na Agência de Desenvolvimento Institucional da UnB, como coordenador de projetos. Cinco meses após a chegada dele na instituição, a FUB foi contemplada com as verbas do PAC.
Depois que órgãos de fiscalização detectaram irregularidades no repasse, a UnB abriu processo para apurar a destinação dos recursos. Apesar do bloqueio de repasses determinado pelo tribunal, R$ 2,1 milhões foram pagos, segundo a nota de empenho nº 912.128, de 22 de fevereiro de 2008. Segundo o TCU, o projeto não especificava os serviços que seriam prestados.
Ainda assim, o Ministério das Cidades encaminhou à reitoria da UnB um atestado informando que o projeto estava de acordo com os critérios do governo federal. A Fubra, agora sob a denominação Fundação de Gestão e Inovação, informou ao Correio que, após o episódio dos acordos auditados, implantou mecanismos de “transparência dos recursos públicos transferidos na esfera federal que culminam em contratos sem licitação” para que órgãos como o Ministério Público tenham acesso ao que chegam de fato ao caixa da entidade. A fundação afirma não ter ficado com o dinheiro.
O Ministério das Cidades alega que os R$ 2,1 milhões foram usados para pagamento de funcionários, diárias e contribuições sindicais. O restante foi devolvido à conta do tesouro em 22 de dezembro de 2008, depois que a FUB não cumpriu os prazos previstos.
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O primeiro parlamentar do Paraná Ficha Limpa.
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