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	<title>Sciarra &#187; ENERGIA</title>
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	<description>Blog do Deputado Eduardo Sciarra</description>
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		<title>ANEEL restabelece subsídio da energia para produtores rurais</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 17:32:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor1</dc:creator>
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		<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
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		<description><![CDATA[A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou nesta terça-feira (20) a revisão da Resolução Normativa que havia cortado, em dezembro passado, os subsídios na conta da energia elétrica aos não produtores de alimentos. A medida prejudicava milhares de pequenos agricultores em todo o país que viram subir subitamente as contas de energia.
Em abril deste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou nesta terça-feira (20) a revisão da Resolução Normativa que havia cortado, em dezembro passado, os subsídios na conta da energia elétrica aos não produtores de alimentos. A medida prejudicava milhares de pequenos agricultores em todo o país que viram subir subitamente as contas de energia.</p>
<p>Em abril deste ano, o deputado federal Eduardo Sciarra protocolou na ANEEL um ofício pedindo a revisão da Resolução alegando que a agência não tem competência legal para julgar e discriminar quais as atividades rurais devem ou não ser beneficiadas com subsídios no fornecimento de energia elétrica. A medida atingia os silvicultores e os produtores de tabaco, algodão, erva mate, bicho-da-seda, flores e outras culturas.</p>
<p>Eduardo  Sciarra articulou e participou de várias reuniões sobre o assunto nos Ministérios da Agricultura e de Minas e Energia “A conta de luz desses produtores aumentou cerca de 60% desde que a ANEEL colocou em  prática essa Resolução, em dezembro do ano passado”, lembrou. “A nova Resolução vai reenquadrar o agricultor da forma correta”, ressaltou Sciarra.</p>
<p>O presidente do Sindicato Rural de Irati e representante da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) para Assuntos do Tabaco, Mesaque Kekot Veres, disse que o restabelecimento do subsídio da energia é resultado da mobilização da classe produtora e lideranças políticas. “Foi importante o trabalho integrado das  várias entidades, como Sindicatos Rurais, FAEP e Associação dos Municípios do Centro Sul do Paraná, juntamente com as principais forças políticas do estado”, afirmou. “Agora teremos tranqüilidade para continuar produzindo.”</p>
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		<title>PETROBRAS: MONOPÓLIO DE FATO</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 16:13:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor1</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(POR EDUARDO SCIARRA)
O monopólio legal do petróleo e gás foi extinto em 1997. Esta mudança estrutural permitiu a expansão da  pesquisa e prospecção e da extração de petróleo e gás. A grande maioria dos investimentos privados ocorreu em associação com a própria Petrobras. A descoberta do Pré-sal só foi possível porque contou com recursos financeiros, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(POR EDUARDO SCIARRA)</p>
<p>O monopólio legal do petróleo e gás foi extinto em 1997. Esta mudança estrutural permitiu a expansão da  pesquisa e prospecção e da extração de petróleo e gás. A grande maioria dos investimentos privados ocorreu em associação com a própria Petrobras. A descoberta do Pré-sal só foi possível porque contou com recursos financeiros, humanos e tecnologia de empresas privadas que se somaram  à experiência e conhecimento técnico da própria Petrobras.</p>
<p>A maior beneficiária do fim do monopólio legal foi a própria Petrobras e, por extensão, o Brasil, que, além de criar competência nacional, entrou no mapa  de investimentos da indústria petrolífera internacional.</p>
<p>O tamanho da Petrobras, que se tornou orgulho dos brasileiros, e seu peso no mercado de petróleo e gás inviabilizam o surgimento de concorrentes verdadeiros. O monopólio, embora legalmente extinto, de fato mantém-se, especialmente no setor do gás.  Toda a infraestrutura de transporte de gás natural pertence à Petrobras. Mesmo a importação dela depende, pois os terminais de gaseificação estão sob seu controle. Ao final, os consumidores não têm alternativa.</p>
<p>Neste contexto, a Petrobras não deixa de exercer de fato o seu poder de monopólio. Isto vem ocorrendo nos leilões de energia. Os que conseguiram se habilitar concorrem em disparidade de condições com a termelétrica da Petrobras, pois, tiveram que adquirir o gás a preços mais elevados, além de sofrerem restrições operacionais. Ademais, foram forçados a aceitar cláusulas de leve-ou-pague (taker-or-pay) de 30% a 70%.</p>
<p>Ao final das contas, o grande prejudicado é o Brasil, que já está entre os países que mais caro paga pelo gás natural, com impactos em  cascata sobre todo o setor produtivo nacional. Não é por outra razão, que assistimos a crescente desindustrialização no Brasil devida à incapacidade de nossa indústria de concorrer com produtos estrangeiros, especialmente os chineses e asiáticos em geral.</p>
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		<title>Quem paga a conta de Itaipu?</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Apr 2011 17:14:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ENERGIA]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo
EDUARDO SCIARRA
Não há motivos financeiros nem razões de Estado ou de segurança que justifiquem um presente de mais de R$ 5 bilhões aos paraguaios
Nós não podemos votar o Tratado de Itaipu apenas porque a presidente Dilma quer ser bem recebida no Paraguai. Ou porque ela não quer ferir a suscetibilidade de Lula, mantendo sua errática [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Artigo</p>
<p>EDUARDO SCIARRA</p>
<p>Não há motivos financeiros nem razões de Estado ou de segurança que justifiquem um presente de mais de R$ 5 bilhões aos paraguaios</p>
<p>Nós não podemos votar o Tratado de Itaipu apenas porque a presidente Dilma quer ser bem recebida no Paraguai. Ou porque ela não quer ferir a suscetibilidade de Lula, mantendo sua errática política externa, que esconde o desejo mitômano de ser -Lula, não o Brasil- líder regional e protagonista global.</p>
<p>A Usina de Itaipu é monumento não só à excelência da engenharia brasileira, mas também à sabedoria dos diplomatas e à vontade madura de integração dos nossos dois povos. Especialistas em energia e juristas renomados não se cansam de elogiar o tratado original.<br />
Só foi possível financiar obra tão gigantesca (o custo total da construção é de US$ 27 bilhões) graças ao megafinanciamento assumido inteiramente pelo Brasil.</p>
<p>Ao Paraguai coube, pelo tratado, a venda compulsória da energia não consumida, numa operação sob a responsabilidade das respectivas estatais elétricas: a Ande e a Eletrobras. Em última instância, quem paga por isso são os consumidores brasileiros das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.</p>
<p>Pelos cálculos do Instituto Acende Brasil, no acumulado até março de 2010, o Paraguai já embolsou o equivalente a US$ 4,9 bilhões (royalties, rendimentos de capital e venda de energia propriamente dita). Mais: depois de 2023 (meio século da assinatura do tratado), com a quitação do financiamento, o Paraguai será proprietário de metade de um ativo avaliado em US$ 60 bilhões, cuja vida útil, estimam os geólogos, será superior a 200 anos.</p>
<p>A revisão ora proposta implica o aumento dos pagamentos anuais feitos pelo Brasil ao Paraguai de US$ 120 milhões para US$ 360 milhões. Como o tratado vigora até 2023, serão 13 anos com pagamento onerado em US$ 240 milhões ao ano, totalizando US$ 3,12 bilhões, ou mais de R$ 5 bilhões.</p>
<p>A não ser pela megalomania e pelo protagonismo do ex-presidente Lula, não há justificativas econômico-financeiras e nem razões de Estado, de segurança nacional ou sequer de caridade cristã que expliquem um presente de mais de R$ 5 bilhões aos paraguaios.</p>
<p>Especialmente num momento em que a salgada conta da farra fiscal e da gastança do governo passado, executada pelo atual ministro da Fazenda, está sendo cobrada de todo o povo brasileiro, com cortes de R$ 50 bilhões no Orçamento, atingindo programas sociais, cancelando investimentos e aumentando impostos.</p>
<p>É bom lembrar também que, na recente votação do salário mínimo, o governo obrigou sua base parlamentar a rejeitar o valor de R$ 560, alegando falta de recursos.</p>
<p>O Brasil pode e deve, sim, contribuir para o desenvolvimento do Paraguai, até como forma de apoiar a consolidação da democracia naquele país, seja pelo financiamento de obras de infraestrutura, seja estimulando a pesquisa e o desenvolvimento, com a Embrapa, e tantas outras formas de cooperação. Mas isso não pode se dar à custa do contribuinte brasileiro, muito menos do desajuste de contas internas.</p>
<p>Os brasileiros esperam que o Congresso Nacional cuide primeiro do real interesse do seu povo, rejeitando a revisão desse tratado. Pela saúde econômica do nosso país e por saberem não ser justo que sejam obrigados a pagar ao Paraguai por algo que não devem.</p>
<p>EDUARDO SCIARRA, deputado federal pelo DEM-PR, é vice-líder do partido na Câmara dos Deputados.</p>
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		<title>Sciarra defende produtores rurais na Aneel</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Mar 2011 17:08:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ENERGIA]]></category>

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		<description><![CDATA[O deputado Eduardo Sciarra protocolou nesta quarta-feira (16) em Brasília um ofício pedindo à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que reconsidere alguns pontos da Resolução Normativa nº 414, que estabelece as condições de fornecimento de energia elétrica. De acordo com Sciarra, é necessário que se faça alterações na Resolução para que não sejam cometidas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O deputado Eduardo Sciarra protocolou nesta quarta-feira (16) em Brasília um ofício pedindo à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que reconsidere alguns pontos da Resolução Normativa nº 414, que estabelece as condições de fornecimento de energia elétrica. De acordo com Sciarra, é necessário que se faça alterações na Resolução para que não sejam cometidas injustiças e discriminações contra alguns segmentos da produção rural brasileira. </p>
<p>Segundo Sciarra, a resolução corta subsídio de energia elétrica de produtores de bicho-da-seda, madeira, tabaco, algodão, entre outros. “A resolução da Aneel beneficia apenas os produtores de alimentos e a agricultura de subsistência. Creio que não deve haver discriminação entre este ou aquele agricultor. Falta à Agência legitimidade e competência para decidir e estabelecer em norma interna critérios de classificação da produção, que mesmo para os especialistas e entidades do setor rural são difíceis de definir”, afirmou o deputado paranaense.</p>
<p>Para Sciarra, vários produtos que aparentemente não tem relação direta com alimentos agregam renda em suas propriedades, o que lhes possibilita dedicar-se também à produção de alimentos com qualidade. “Devido à modernização ocorrida nas propriedades brasileiras, as atividades rurais hoje se caracterizam pela integração e racionalização da produção, não guardando relação com a visão de produtor isolado”, pontuou. </p>
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		<title>Bancada do DEM debate revisão do Tratado de Itaipu</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Feb 2011 14:44:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A pedido do deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR), a bancada do Democratas se reuniu nesta terça-feira (22) para debater a revisão do Tratado de Itaipu, matéria que pode entrar na pauta do Congresso Nacional nessa semana. O Projeto de Decreto Legislativo aumenta de 120 milhões de dólares para 360 milhões de dólares o valor anual pago [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pedido do deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR), a bancada do Democratas se reuniu nesta terça-feira (22) para debater a revisão do Tratado de Itaipu, matéria que pode entrar na pauta do Congresso Nacional nessa semana. O Projeto de Decreto Legislativo aumenta de 120 milhões de dólares para 360 milhões de dólares o valor anual pago pelo Brasil ao Paraguai pela energia excedente da usina hidrelétrica de Itaipu.<br />
Para o deputado Sciarra, a revisão desse tratado não é uma demanda do povo brasileiro, e sim fruto da promessa de campanha do presidente paraguaio Fernando Lugo, a qual o governo brasileiro está se submetendo. Durante a corrida eleitoral, o então candidato Lugo afirmou que iria renegociar o tratado, sem nunca ter oferecido nenhuma contrapartida ao Brasil. “O tratado é uma peça jurídica muito bem construída e referendada pelos congressos dos dois países, não pode ser simplesmente modificado ao sabor das conveniências políticas regionais. O que o Paraguai precisa é garantir segurança jurídica para ganhar credibilidade internacional, e não submeter a constrangimentos com seus parceiros”, afirmou Sciarra.<br />
Sciarra rebateu a informação do Embaixador Antonio Simões, sub-secretário Geral da América do Sul, Central e Caribe, que afirmou que o governo não está alterando o tratado, somente o valor a ser pago. “Está havendo sim uma mudança no tratado, senão essa modificação não estaria sendo submetida à avaliação do Congresso Nacional”, ressaltou. Segundo Sciarra, essa mudança vai onerar o povo, pois essa diferença de 240 milhões de dólares por ano, US$ 3 bilhões até 2023, se aprovada, com certeza farão falta ao povo brasileiro.<br />
O presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales, afirmou que o Paraguai paga US$ 203 milhões pela energia consumida de Itaipu e recebe US$ 365 milhões em royalties. “Sobram cerca de US$ 160 milhões livres para o Paraguai. Até 2009, quase US$ 5 bilhões, entre royalties e outros recursos, foram repassados ao país vizinho. E, ao final dos 50 anos do tratado (2023), o Paraguai será dono dos 50% de um ativo de US$ 60 bilhões (valor de Itaipu) sem que ele tenha colocado um tostão na construção da usina”, disse Sales. “Espero que o Tratado de Itaipu seja preservado e não modificado por pressões políticas”, pontuou.<br />
Entenda o Tratado<br />
Pelo Tratado de Itaipu, assinado em 1973 pelos dois países, 50% da energia produzida pertencem ao Brasil e a outra metade, ao Paraguai. A energia não utilizada deve ser vendida ao parceiro até 2023, quando finaliza o tratado. Como o Paraguai usa apenas cerca de 7% dessa energia, o restante é vendido ao Brasil.<br />
Foto: Roberto Tenório</p>
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		<title>Bancada do DEM debate revisão do Tratado de Itaipu</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Feb 2011 13:59:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A pedido do deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR), a bancada do Democratas se reuniu nesta terça-feira (22) para debater a revisão do Tratado de Itaipu, matéria que pode entrar na pauta do Congresso Nacional nessa semana. O Projeto de Decreto Legislativo aumenta de 120 milhões de dólares para 360 milhões de dólares o valor anual pago [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pedido do deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR), a bancada do Democratas se reuniu nesta terça-feira (22) para debater a revisão do Tratado de Itaipu, matéria que pode entrar na pauta do Congresso Nacional nessa semana. O Projeto de Decreto Legislativo aumenta de 120 milhões de dólares para 360 milhões de dólares o valor anual pago pelo Brasil ao Paraguai pela energia excedente da usina hidrelétrica de Itaipu. </p>
<p>Para o deputado Sciarra, a revisão desse tratado não é uma demanda do povo brasileiro, e sim fruto da promessa de campanha do presidente paraguaio Fernando Lugo, a qual o governo brasileiro está se submetendo. Durante a corrida eleitoral, o então candidato Lugo afirmou que iria renegociar o tratado, sem nunca ter oferecido nenhuma contrapartida ao Brasil. “O tratado é uma peça jurídica muito bem construída e referendada pelos congressos dos dois países, não pode ser simplesmente modificado ao sabor das conveniências políticas regionais. O que o Paraguai precisa é garantir segurança jurídica para ganhar credibilidade internacional, e não submeter a constrangimentos com seus parceiros”, afirmou Sciarra.</p>
<p>Sciarra rebateu a informação do Embaixador Antonio Simões, sub-secretário Geral da América do Sul, Central e Caribe, que afirmou que o governo não está alterando o tratado, somente o valor a ser pago. “Está havendo sim uma mudança no tratado, senão essa modificação não estaria sendo submetida à avaliação do Congresso Nacional”, ressaltou. Segundo Sciarra, essa mudança vai onerar o povo, pois essa diferença de 240 milhões de dólares por ano, US$ 3 bilhões até 2023, se aprovada, com certeza farão falta ao povo brasileiro.</p>
<p>O presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales, afirmou que o Paraguai paga US$ 203 milhões pela energia consumida de Itaipu e recebe US$ 365 milhões em royalties. “Sobram cerca de US$ 160 milhões livres para o Paraguai. Até 2009, quase US$ 5 bilhões, entre royalties e outros recursos, foram repassados ao país vizinho. E, ao final dos 50 anos do tratado (2023), o Paraguai será dono dos 50% de um ativo de US$ 60 bilhões (valor de Itaipu) sem que ele tenha colocado um tostão na construção da usina”, disse Sales. “Espero que o Tratado de Itaipu seja preservado e não modificado por pressões políticas”, pontuou. </p>
<p>Entenda o Tratado<br />
Pelo Tratado de Itaipu, assinado em 1973 pelos dois países, 50% da energia produzida pertencem ao Brasil e a outra metade, ao Paraguai. A energia não utilizada deve ser vendida ao parceiro até 2023, quando finaliza o tratado. Como o Paraguai usa apenas cerca de 7% dessa energia, o restante é vendido ao Brasil. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Prorrogação da RGR e os defensores do povo</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Jan 2011 13:04:22 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[ENERGIA]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário do deputado Sciarra:

&#8220;O Brasil já tem uma das tarifas de energia mais alta do mundo. E o governo ainda prorroga até 2035 a RGR, que não tem mais razão de existir.&#8221;

Artigo
Conforme temor antecipado pelo Instituto Acende Brasil desde agosto de 2010, o Governo Federal decidiu, ao apagar das luzes de 2010, prorrogar a cobrança [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comentário do deputado Sciarra:<br />
</em><br />
<strong>&#8220;O Brasil já tem uma das tarifas de energia mais alta do mundo. E o governo ainda prorroga até 2035 a RGR, que não tem mais razão de existir.&#8221;<br />
</strong><em><br />
Artigo</p>
<p>Conforme temor antecipado pelo Instituto Acende Brasil desde agosto de 2010, o Governo Federal decidiu, ao apagar das luzes de 2010, prorrogar a cobrança do encargo RGR (Reserva Global de Reversão) na conta de luz até 2035.</p>
<p>A prorrogação da cobrança do encargo por 25 anos aconteceu da pior forma imaginável:</p>
<p>- por meio de um artigo de duas linhas que foi inserido numa Medida Provisória multitemática (MP 517/2010) publicada nas últimas horas do dia 31 de dezembro de 2010, data em que deveria ter sido encerrada a cobrança do encargo, conforme previa a lei 10.438 de 2002;</p>
<p>- sem nenhuma discussão prévia com a sociedade e seus representantes (o Congresso Nacional, por exemplo);</p>
<p>- com justificativas falaciosas sobre a necessidade da prorrogação deste encargo que se tornou um verdadeiro imposto.</p>
<p>A prorrogação de RGR foi um desrespeito sem tamanho aos princípios democráticos. Esta canetada, caso aprovada pelo Congresso Nacional, custará R$ 40 bilhões ao consumidor de eletricidade se forem considerados os valores atuais de arrecadação.</p>
<p>A impressão que fica é que ainda há governantes que acham que a sociedade brasileira não dispõe de mecanismos e instituições de fiscalização e cobrança. A impressão que fica é que ainda há pessoas que pensam que podem agir na surdina e contar com a ausência de observadores atentos que não teriam tempo (ou não perceberiam) a inserção de um artigo com tamanho impacto no meio de uma Medida Provisória com 21 artigos que tratam dos mais variados assuntos.</p>
<p>Conforme o próprio texto da MP 517, a medida &#8220;institui o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento de Usinas Nucleares &#8211; RENUCLEAR, dispõe sobre medidas tributárias relacionadas ao Plano Nacional de Banda Larga, altera a legislação relativa à isenção do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante &#8211; AFRMM, dispõe sobre a extinção do Fundo Nacional de Desenvolvimento, e dá outras providências&#8221;. A prorrogação da cobrança da RGR foi uma dessas &#8220;outras providências&#8221;.</p>
<p>A RGR foi criada em 1957 para cobrir indenizações a empresas &#8211; estatais ou privadas &#8211; em caso de reversões à União de concessões de energia elétrica. Mas nunca foi usada para tais fins. Os recursos bilionários coletados foram sendo &#8220;redirecionados&#8221; ao longo dos anos para iniciativas como o subsídio para o consumidor de baixa renda, fontes renováveis e o programa de universalização (Luz para Todos).</p>
<p>Também como este Instituto havia antecipado, o Governo Federal tentou justificar a prorrogação com base na necessidade dos recursos da RGR para cumprir as metas do programa Luz para Todos e para &#8220;recuperação da rede elétrica&#8221;. Com todo o devido respeito, são justificativas falaciosas pelas seguintes razões:</p>
<p>1) O programa Luz para Todos, segundo o próprio Governo Federal, terá sua meta integral cumprida em dezembro de 2011. Para quais propósitos serviria a prorrogação do encargo até 2035?</p>
<p>2) Estão disponíveis no chamado Fundo RGR &#8211; fundo acumulado ao longo de décadas com a cobrança da RGR mas que não será extinto com o fim da cobrança da RGR na conta de luz &#8211; nada menos do que R$ 16,9 bilhões, conforme resposta da Eletrobrás, gestora dos recursos da RGR, ao Requerimento de Informação 585/2010 do Senado Federal. O total está dividido em &#8220;R$ 8,8 bilhões em aplicações no fundo extra mercado e R$ 8 bilhões em recebíveis de financiamentos efetuados a concessionárias&#8221; de energia elétrica. O saldo deste Fundo vem crescendo anualmente porque a necessidade de aplicações de recursos é muito inferior ao montante arrecadado anualmente. Portanto, não há necessidade de manter a arrecadação das quotas de RGR. Informações detalhadas sobre o Fundo da RGR podem ser obtidas no Quadro 4 (página 34) do White Paper nº 2 &#8220;Tributos e Encargos na Conta de Luz: pela Tr ansparência e Eficiência&#8221;, disponível em www.acendebrasil.com.br, seção &#8220;Estudos&#8221;.</p>
<p>3) Já há outros encargos na conta de luz com os mesmos propósitos atuais da RGR, como o Proinfa, que dá subsídio ao Programa de Incentivo a Fontes Alternativas e a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), que inclui previsão para recursos que podem ser aplicados em desenvolvimento de fontes alternativas, subsídio a consumidores de baixa renda e universalização de eletricidade, esforço que foi batizado de &#8220;Programa Luz para Todos&#8221; por este Governo mas que existe há décadas.</p>
<p>4) Além da sobreposição de propósito com outros encargos, há a séria ameaça de desvios absurdos da finalidade da RGR. No primeiro semestre o Governo Federal cogitou publicar Medida Provisória para aplicar os recursos da RGR numa operação de &#8220;salvamento&#8221; da Celg, estatal goiana que nas últimas décadas foi vítima de uso político, gestão temerária e que hoje enfrenta situação financeira precária.</p>
<p>A RGR representou cerca de 1,5% da conta de luz e arrecadou R$ 1,6 bilhão em 2009. A maneira sorrateira com que a prorrogação foi implementada é um alerta a toda a sociedade. Um encargo que perdeu sua razão de existir precisa ser extinto para evitar a perpetuação de ineficiências e privilégios.</p>
<p>Vários representantes do Congresso Nacional tem se apresentado como &#8220;defensores do povo e do consumidor&#8221; em temas do setor elétrico. Se tais &#8220;defensores do povo&#8221; realmente estiverem pensando no interesse do povo devem ter como prioridade a redução da carga tributária sobre a conta de luz.</p>
<p>Esta é a hora de nossos representantes provarem que realmente têm o interesse do povo como prioridade votando pela rejeição do obscuro artigo 16 da Medida Provisória 517/2010, publicada no Diário Oficial da União em 31 de dezembro de 2010, artigo que impôs ao consumidor de energia um custo desnecessário que somará R$ 40 bilhões nos próximos 25 anos.</p>
<p>Além disso, vale lembrar que a medida provisória foi assinada no último dia do mandato presidencial que se encerrou. Portanto, a nova presidente do Brasil ainda tem a oportunidade de evitar que o consumidor de eletricidade arque com uma verdadeira herança maldita que continuará a ser paga por nossos filhos e netos.</p>
<p>A nova presidente do Brasil, durante sua campanha eleitoral, assumiu o compromisso de diminuir a carga tributária sobre a energia. Em entrevista, a então candidata afirmou que &#8220;nosso sistema tributário é confuso e precisamos de um sistema mais simples e mais transparente. É uma prioridade&#8221;.</p>
<p>Nossa governante precisa dar provas de que alinhará suas ações a seu discurso. Nas articulações políticas que acontecerão nos próximos 60 dias de tramitação da Medida Provisória, deverá apoiar o Congresso Nacional a alterar o texto original da matéria e promover a rejeição desta vergonhosa prorrogação da Reserva Global de Reversão. Se a prorrogação da RGR for rejeitada pelo Congresso Nacional, os poderes Executivo e Legislativo darão provas de que as práticas da ineficiência e do obscurantismo não tem mais espaço num país que se diz democrático.</p>
<p>CLAUDIO J. D. SALES é presidente do Instituto Acende Brasil </p>
<p>(www.acendebrasil.com.br).</p>
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		<title>Patriota diz que Brasil cumprirá acordo com Paraguai sobre Itaipu</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Jan 2011 13:21:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deu no Jornal]]></category>
		<category><![CDATA[ENERGIA]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário do deputado Sciarra:

&#8220;Com os recursos (em torno de 6 bilhões de reais) que o Brasil está &#8220;dando&#8221; ao Paraguai, só para satisfazer a megalomania do ex-Presidente Lula, daria para montar o mais perfeito sistema de prevenção de desastres naturais do mundo, que poderia minimizar os efeitos de desastres naturais, como o da região serrana [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comentário do deputado Sciarra:<br />
</em><br />
<strong>&#8220;Com os recursos (em torno de 6 bilhões de reais) que o Brasil está &#8220;dando&#8221; ao Paraguai, só para satisfazer a megalomania do ex-Presidente Lula, daria para montar o mais perfeito sistema de prevenção de desastres naturais do mundo, que poderia minimizar os efeitos de desastres naturais, como o da região serrana do Rio de Janeiro.&#8221;<br />
</strong><em><br />
<em>Deu no O Paraná (18/01/11)<br />
</em><br />
Lugo avisou que vai cobrar a execução do acordo da revisão de tarifas</p>
<p>O novo chanceler do Brasil, Antonio Patriota, assegurou ontem que o governo de Dilma Rousseff vai dar “alta prioridade” à ratificação pelo Senado do acordo firmado em 2009 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prevê o pagamento de US$ 360 milhões anuais pela venda da energia que corresponde ao Paraguai na usina de Itaipu Binacional.</p>
<p>“Como resultado das eleições do ano passado, com a nova composição do Congresso, acredito que este ano será mais favorável à ratificação desses instrumentos. Esperamos em um prazo relativamente breve ter notícias positivas sobre o tema”, disse Patriota.</p>
<p>Após reunir-se durante uma hora com o presidente paraguaio, Fernando Lugo, no Palácio de Governo, o novo ministro das Relações Exteriores do Brasil enfatizou, em coletiva de imprensa, que o novo governo de Rousseff “atribui alta prioridade a essa ratificação”.</p>
<p>ACORDO</p>
<p>Em 25 de julho de 2009, Lula e Lugo firmaram em Assunção um pacote de 31 acordos, o principal deles era o compromisso do Brasil em triplicar a remuneração ao Paraguai pela energia elétrica correspondente à hidroelétrica de Itaipu Binacional. Segundo a declaração conjunta divulgada naquela data, o Brasil deveria dar anualmente US$ 240 milhões a mais ao Paraguai, além dos US$ 120 milhões que já pagava.</p>
<p>Lula, no entanto, não conseguiu que o Senado brasileiro aprovasse o acordo para sua vigência. As autoridades brasileiras alegaram que a campanha eleitoral influenciou para que a votação não acontecesse. </p>
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		<title>Tributos na conta de luz dobram sob Lula</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 17:31:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deu no Jornal]]></category>
		<category><![CDATA[CARGA TRIBUTÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[ENERGIA]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário do deputado Sciarra:

&#8220;Há 30 anos, o Brasil tinha a matriz energética mais limpa e a energia mais barata do mundo. Hoje, graças ao modelo implantado pela ex-ministra Dilma, temos energia cara e a matriz está cada vez mais suja.&#8221;

Deu na Folha de S. Paulo (06/12/10)

Tributos na conta de luz dobram sob Lula

De cada R$ [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comentário do deputado Sciarra:<br />
</em><br />
<strong>&#8220;Há 30 anos, o Brasil tinha a matriz energética mais limpa e a energia mais barata do mundo. Hoje, graças ao modelo implantado pela ex-ministra Dilma, temos energia cara e a matriz está cada vez mais suja.&#8221;<br />
</strong><em><br />
<em>Deu na Folha de S. Paulo (06/12/10)<br />
</em></p>
<p><strong>Tributos na conta de luz dobram sob Lula<br />
</strong><br />
De cada R$ 100 pagos, R$ 14 vão para a Receita; carga tributária elétrica total pulou de 35,9% para 45% no período</p>
<p>Todos os tributos registraram aumento, mas o maior peso é do PIS/Pasep e da Cofins, cuja cobrança mudou</p>
<p>O peso dos tributos federais na conta de energia dobrou nos oito anos do governo Lula. A cada R$ 100 pagos em 2002, quase R$ 7 iam para a Receita Federal. Agora, em uma conta no mesmo valor, a fatia é de R$ 14.</p>
<p>O aumento dos tributos federais só não foi ainda maior porque nesse período a CPMF, que tinha peso de meio ponto percentual na conta, foi extinta.</p>
<p>A carga tributária total do setor elétrico saltou de 35,9%, em 2002, para 45% em 2008, segundo estudo da PricewaterhouseCoopers e do Instituto Acende Brasil.</p>
<p>Nesse período, a arrecadação cresceu 115%, ao passar de R$ 21,4 bilhões para R$ 46,2 bilhões -resultado de mais de 20 tributos e encargos sociais e setoriais.</p>
<p>&#8220;É um abuso arrecadatório. O setor elétrico virou um varal onde se pendura todo tipo de encargo&#8221;, diz o presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales.</p>
<p>Todos os tributos tiveram aumento de participação na fatura de energia, mas o maior peso recai sobre o PIS/Pasep e a Cofins, cujo regime de cobrança mudou entre 2002 e 2004.</p>
<p>&#8220;Antes era 3,65% em toda a cadeia de forma cumulativa. Mudou para incidência não cumulativa. Teoricamente, era para ser melhor, mas acabou subindo para 9,25% do total&#8221;, diz Sales.</p>
<p>Durante a campanha, a presidente eleita, Dilma Rousseff, prometeu acabar com o PIS/Cofins sobre o setor elétrico, de saneamento e também transportes.</p>
<p>Mas a Folha apurou que no governo essa hipótese é considerada inviável, pois poria em risco o equilíbrio das contas. Isso porque os dois tributos são recordistas em crescimento de arrecadação em 2010, com alta de 18% sobre o ano anterior, em média. E respondem por 33,83% do total de tributos administrados pela Receita.</p>
<p>JUSTIÇA</p>
<p>A cobrança do PIS/Cofins no setor elétrico foi questionada judicialmente, mas em setembro o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu pela legalidade da cobrança.</p>
<p>Consumidores questionaram o repasse às faturas. Para eles, as concessionárias deveriam absorver sozinhas o aumento do custo com a mudança do regime de tributação. Se as empresas de energia perdessem a disputa, teriam de devolver cerca de R$ 27,5 bilhões aos clientes.</p>
<p>Mas não só os tributos federais pesaram no bolso do consumidor de energia elétrica. Cerca de 14 encargos, exclusivos do setor, estão embutidos nos preços da energia elétrica.</p>
<p>Alguns deles já deveriam ter sido extintos, mas foram prorrogados. A RGR (Reserva Global de Reversão), por exemplo, já foi estendida uma vez e a previsão é que acabe no fim deste ano. Como financia o programa Luz Para Todos, que foi prorrogado para o próximo ano, deverá ser estendida também.</p>
<p>Outro exemplo é a CCC (Conta do Consumo de Combustível), usada para subsidiar a tarifa da região Norte, onde a geração é térmica. Em vez de ser extinta, a cobrança praticamente dobrou de 2009 para 2010.</p>
<p>Outro fator que tem impacto nas tarifas é o custo do sistema de transmissão, que cresceu 500% em dez anos. Esse foi o preço para expandir a malha nacional, já que em 2001 o Brasil sofreu um &#8220;apagão&#8221; porque não tinha transmissão suficiente para trazer energia do Sul para o Sudeste. </p>
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		<title>Revisão do Tratado de Itaipu só interessa ao Paraguai, diz Sciarra</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Dec 2010 13:03:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matéria]]></category>
		<category><![CDATA[ENERGIA]]></category>

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		<description><![CDATA[O deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR) participou nesta terça-feira (30) em Brasília de uma reunião com o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Igor Pangrazzio, sobre a revisão do Tratado de Itaipu. Acompanhado do vice-ministro das Relações Exteriores, Jorge Lara Castro, os paraguaios vieram ao Brasil para pedir agilidade na aprovação do texto que triplica a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR) participou nesta terça-feira (30) em Brasília de uma reunião com o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Igor Pangrazzio, sobre a revisão do Tratado de Itaipu. Acompanhado do vice-ministro das Relações Exteriores, Jorge Lara Castro, os paraguaios vieram ao Brasil para pedir agilidade na aprovação do texto que triplica a taxa paga pelo Brasil ao Paraguai pela energia cedida da hidrelétrica de Itaipu. Os pagamentos anuais passariam de 120 milhões de dólares (cerca de R$ 200 milhões) para cerca de 360 milhões de dólares (R$ 600 milhões). “Essa diferença de 240 milhões de dólares por ano, se aprovada, terá de ser paga por todos os brasileiros”, disse Sciarra.</p>
<p>O democrata afirmou que a mudança no tratado não interessa à sociedade brasileira. “A demanda não é do povo brasileiro, e sim do processo eleitoral do Paraguai. O presidente Lula está ajudando o presidente Lugo a cumprir uma promessa de campanha”, afirmou Sciarra. Durante a campanha eleitoral, o presidente paraguaio afirmou que iria renegociar o tratado, mas não ofereceu nenhuma contrapartida ao Brasil.</p>
<p>Pelo Tratado de Itaipu, assinado em 1973 pelos dois países, 50% da energia produzida pertencem ao Brasil e a outra metade, ao Paraguai. A energia não utilizada deve ser vendida ao parceiro a preço de custo até 2023. Como o Paraguai usa apenas cerca de 5% dessa energia, o restante é vendido ao Brasil. A venda a preço de custo compensa a construção da usina, custeada exclusivamente pelo Brasil. De acordo com Sciarra, a revisão desse tratado garante benefícios econômicos apenas para o Paraguai, já que o Brasil vai pagar 360 milhões de dólares ao vizinho pela energia elétrica por ele não consumida. Como segundo vice-presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), Sciarra ressaltou ainda que não foi votado na CMO a alocação de recursos para que o Tesouro Nacional banque esse custo adicional.</p>
<p>Para Sciarra, o Brasil pode contribuir para a consolidação da Democracia do Paraguai, mas de outra maneira, que não onere o povo brasileiro. “O Brasil pode ajudar, por exemplo, financiando a infraestrutura paraguaia. Neste caso, vamos apoiar todas as iniciativas do governo para ajudar nosso vizinho”, pontuou.</p>
<p>Também estiveram presentes na reunião o Embaixador do Paraguai no Brasil, Oswaldo Ostertag, o diretor-geral de Política Bilateral do Ministério das Relações Exteriores do Paraguai, ministro Didier César Olmedo Adorno, além de outros parlamentares.</p>
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