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	<title>Sciarra &#187; PAC</title>
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	<description>Blog do Deputado Eduardo Sciarra</description>
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		<title>PAC expõe contradições do governo, diz Sciarra</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Dec 2010 11:25:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deu no Jornal]]></category>
		<category><![CDATA[PAC]]></category>

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		<description><![CDATA[“É um governo bipolar, a euforia com os resultados do PAC é intercalada pela triste realidade dos números, que mostram que ele só serviu mesmo aos ímpetos eleitorais da chamada ‘mãe’ do programa.”. Foi desta maneira que o deputado federal Eduardo Sciarra (DEM/PR) avaliou os desencontros do governo nos últimos dias, quando foi anunciado o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“É um governo bipolar, a euforia com os resultados do PAC é intercalada pela triste realidade dos números, que mostram que ele só serviu mesmo aos ímpetos eleitorais da chamada ‘mãe’ do programa.”. Foi desta maneira que o deputado federal Eduardo Sciarra (DEM/PR) avaliou os desencontros do governo nos últimos dias, quando foi anunciado o andamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).</p>
<p>Na opinião do parlamentar, o governo está encontrando cada vez mais dificuldades para manter a ilusão de eficiência deste programa, que vem sistematicamente maquiando seus resultados para apresentar números positivos.</p>
<p>Ele cita como exemplo o fato ocorrido no início da semana, quando o presidente Lula foi a público desdizer o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que alertou para a necessidade de cortar recursos do PAC para o Orçamento de 2011.</p>
<p>Na quinta-feira (09) foi a vez da coordenadora do PAC e futura ministra do Planejamento, Miriam Belchior, apresentar à imprensa uma balanço dos quatro anos do programa, indicando que R$ 97,8 bilhões dos investimentos em obras que deveria ser concluídas em 2010 ficarão para 2011. “Mais uma prova de que esse programa teve como única virtude a pirotecnia eleitoral.”, diz o deputado.</p>
<p>Sobre o chamado “esforço fiscal”, em que o governo pretende cortar R$ 8 bilhões do orçamento para equilibrar as contas em 2011, Sciarra, que é o 2º vice-presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), é enfático: “Espero que o governo tenha critérios técnicos consistentes para efetuar estes cortes e não privilegie obras de um programa marqueteiro e eivado de irregularidades em detrimento dos investimentos indispensáveis para o crescimento econômico do país.”, afirmou ele, lembrando que a maioria das obras do PAC investigadas pelo TCU teve seus recursos mantidos no orçamento do próximo ano.</p>
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		<title>Um PAC pela metade</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Dec 2010 18:17:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comentário do deputado Sciarra:

&#8220;O PAC para compensar o fiasco na execução física das obras, é grande sucesso na arte de inflar números.&#8221;

Deu no O Estado de S. Paulo (13/12/10)

Um PAC pela metade

O governo continua alardeando como um sucesso o Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, lançado no começo de 2007 pelo presidente Luiz Inácio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comentário do deputado Sciarra:<br />
</em><br />
<strong>&#8220;O PAC para compensar o fiasco na execução física das obras, é grande sucesso na arte de inflar números.&#8221;<br />
</strong><em><br />
<em>Deu no O Estado de S. Paulo (13/12/10)<br />
</em><br />
<strong>Um PAC pela metade<br />
</strong><br />
O governo continua alardeando como um sucesso o Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, lançado no começo de 2007 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O balanço de realizações continua sendo inflado com os dados de financiamentos para a compra de casas e apartamentos &#8211; e esses números incluem recursos para a aquisição de imóveis usados.</p>
<p>Segundo o relatório oficial, até o fim deste mês terão sido aplicados R$ 444 bilhões em obras concluídas. Esse valor representará 68% da meta inicial de projetos avaliados em R$ 657,4 bilhões. Mas quase metade deste total &#8211; 48%, ou R$ 216,9 bilhões &#8211; corresponde a empréstimos para habitação. Pode ser um resultado apreciável para um banco imobiliário, mas o PAC sempre foi apresentado como um grande programa de investimentos em infraestrutura, um dos mais ambiciosos da história do Brasil.</p>
<p>Os números desmentem esse discurso. O montante previsto para financiamento habitacional até o fim deste ano é maior que o valor dos investimentos em logística &#8211; R$ 65,4 bilhões. O maior componente deste pacote é o dinheiro aplicado em rodovias, R$ 42,9 bilhões. O menor é o destinado a aeroportos, R$ 281,9 milhões, apesar de toda a conversa a respeito das obras para a Copa do Mundo. O montante previsto para energia, incluída a exploração de petróleo e gás natural, não passa de R$ 57,1 bilhões, 26,3% dos R$ 216,9 bilhões emprestados para habitação.</p>
<p>Nem sequer o &#8220;interesse social&#8221; justifica essa desproporção entre os financiamentos para imóveis e os demais. A fatia destinada a casas populares, até o fim de dezembro, deverá chegar a R$ 353,5 milhões, ou 0,2% do total, segundo levantamento da organização Contas Abertas, com base nos balanços do programa.</p>
<p>A execução do chamado PAC Orçamentário, isto é, incluído no Orçamento-Geral da União, continua quase tão precária quanto nos anos anteriores. Entre 2007 e 2010 (dados até 7 de dezembro deste ano) foi autorizada a aplicação de R$ 96,3 bilhões, em valores correntes. Desse total foram desembolsados apenas R$ 56,6 bilhões. Isso corresponde a apenas 58,7% das verbas orçadas e a soma dos desembolsos inclui restos a pagar. A maior taxa de execução ocorreu em 2009, quando os pagamentos corresponderam a 63% do dinheiro autorizado.</p>
<p>O PAC das estatais é muito maior que o orçamentário, com aplicações de R$ 202,8 bilhões previstas até o fim deste ano. Mas esses investimentos têm sido muito concentrados e essa característica provavelmente se manterá nos próximos anos. Neste ano, até outubro, 75 empresas federais investiram R$ 64,8 bilhões, o maior valor dos últimos 15 anos. Até o fim de dezembro o montante aplicado só neste ano deverá chegar a R$ 94,9 bilhões.</p>
<p>O governo pode até se gabar desses números, mas é bom não exagerar. Afinal, a maior parte das estatais pouco tem feito para aumentar sua capacidade produtiva nos últimos anos. Em 2010, o Grupo Petrobrás investiu até outubro R$ 58,7 bilhões, 90,6% do total desembolsado pelas companhias federais no período de dez meses.</p>
<p>A participação do Grupo Petrobrás no valor investido pelas estatais permanece nas vizinhanças de 90% há alguns anos. Nenhum administrador do PAC chamou a atenção para esse detalhe ao apresentar o balanço periódico. Na prática, o PAC das estatais tem sido pouco mais que o programa de investimentos da Petrobrás. Esse programa, como sabe qualquer pessoa razoavelmente informada, existia muito antes de alguém pensar no PAC e é revisto e atualizado periodicamente.</p>
<p>Excluído o financiamento habitacional, o atual governo chegará ao fim tendo cumprido pouco mais de metade &#8211; 52% &#8211; do programa concebido para ser o seu grande anúncio luminoso. Até o fim do ano serão empenhados mais R$ 38,5 bilhões para a próxima administração aplicar.</p>
<p>Falta de dinheiro nunca prejudicou o PAC. A Petrobrás corre por fora. Sendo mais eficiente, poderá ter alguma dificuldade para ajustar o financiamento a seu ritmo de trabalho na exploração do pré-sal. Para a maior parte do governo o problema tem sido o oposto &#8211; a incapacidade de investir o dinheiro disponível. </p>
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		<title>PAC 2 destina R$ 371 mi para grandes cidades do PR</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Nov 2010 17:34:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deu no Jornal]]></category>
		<category><![CDATA[PAC]]></category>
		<category><![CDATA[PARANÁ]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário do deputado Sciarra:

&#8220;Seria muito bom que ao menos a obras deste PAC fossem realizadas. O índice de execução do PAC 1 foi inversamente proporcional ao marketing do governo.&#8221;

Deu no O Estado do Paraná (29/11/10)

PAC 2 destina R$ 371 mi para grandes cidades do PR

As grandes cidades paranaenses receberão, a partir do ano que vem, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comentário do deputado Sciarra:<br />
</em><br />
<strong>&#8220;Seria muito bom que ao menos a obras deste PAC fossem realizadas. O índice de execução do PAC 1 foi inversamente proporcional ao marketing do governo.&#8221;<br />
</strong><em><br />
<em>Deu no O Estado do Paraná (29/11/10)<br />
</em><br />
<strong>PAC 2 destina R$ 371 mi para grandes cidades do PR<br />
</strong><br />
As grandes cidades paranaenses receberão, a partir do ano que vem, R$ 371,99 milhões em investimentos federais para obras da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento &#8211; PAC 2. Sessenta e três projetos paranaenses estão na lista final de obras selecionadas para os municípios que compõem o grupo 1 (capitais, regiões metropolitanas e cidades com mais de 100 mil habitantes). São nove grandes municípios contemplados, além de vários da Região Metropolitana de Curitiba.</p>
<p>Publicada no Diário Oficial da União na semana passada, a lista de obras em cidades do grupo 1 que receberão recursos do PAC contém 1.258 obras, com investimento total de R$ 17,27 bilhões (sendo R$ 11,8 bilhões a fundo perdido do Orçamento da União e R$ 5,46 bilhões em financiamentos com recursos do FAT e do FGTS). Os municípios do grupo 2 (cidades entre 50 mil e 100 mil habitantes) e do grupo 3 (menos de 50 mil) ainda estão sendo selecionados. Do Paraná, foram selecionados 24 projetos de habitação (custo total de R$ 53,63 milhões), 19 de saneamento (R$ 58,02 milhões), 13 de pavimentação (R$ 53,23 milhões) e cinco de drenagem (mas com custo total de R$ 207,11 milhões). Constar na lista final de obras selecionadas não é garantia de recebimento dos recursos, cabe aos municípios, agora, apresentar ao Ministério das Cidades seus projetos técnicos e o plano de execução da obra, para que o recurso seja liberado gradativamente.</p>
<p>Um projeto de drenagem na capital paranaense é o mais caro do Estado a ser financiado pelo PAC. Serão R$ 144,41 milhões para o manejo de águas pluviais. Estão previstas a execução de 42 km de perfilamento de fundo de rio, cinco bacias de acumulação, 10 km de canal com muro, microdrenagem, programa de despoluição e ações educacionais com os recursos, considerados fundamentais para a prevenção de enchentes na capital. Curitiba receberá, ainda, outros seis projetos de habitação, saneamento e pavimentação, totalizando R$ 195,27 milhões em investimentos. A Vila das Torres, por exemplo, receberá R$ 12,09 milhões em melhorias nas moradias. </p>
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		<title>Obras prontas usaram só 1% do PAC</title>
		<link>http://eduardosciarra.com.br/obras-prontas-usaram-so-1-do-pac/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Oct 2010 16:53:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deu no Jornal]]></category>
		<category><![CDATA[PAC]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário do deputado Sciarra:

&#8220;Alguém ainda duvida que o PAC só é eficiente no marketing?&#8221;

Deu na Gazeta do Povo (18/10/10)

Obras prontas usaram só 1% do PAC

Metade dos projetos está em andamento, mas só os de pequeno porte e baixo impacto foram concluídos. Dos 67 prontos, 59 estão em reservas indígenas
Foz do Iguaçu &#8211; Em quase quatro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comentário do deputado Sciarra:<br />
</em><br />
<strong>&#8220;Alguém ainda duvida que o PAC só é eficiente no marketing?&#8221;<br />
</strong><em><br />
<em>Deu na Gazeta do Povo (18/10/10)<br />
</em><br />
<strong>Obras prontas usaram só 1% do PAC<br />
</strong><br />
Metade dos projetos está em andamento, mas só os de pequeno porte e baixo impacto foram concluídos. Dos 67 prontos, 59 estão em reservas indígenas</p>
<p>Foz do Iguaçu &#8211; Em quase quatro anos, o Paraná concluiu o equivalente a 1,1% dos recursos previstos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a área de saneamento básico. Do montante programado, de R$ 1,49 bilhão, apenas R$ 16,6 milhões foram investidos, a maior parte em projetos de pequeno porte, já finalizados. Reservas indígenas foram as principais beneficiadas pelas obras no Paraná. Das 67 obras concluídas desde o lançamento do pro grama até abril desse ano, 59 são de melhorias na distribuição de água e na coleta de esgoto em aldeias paranaenses. Os dados são do 10.º relatório quadrimestral do Comitê Gestor do PAC, realizado de janeiro a abril e divulgado em junho.</p>
<p>Dos 454 projetos previstos para o Paraná, 208 estavam em andamento e quase metade ainda não havia sido iniciada. O índice co loca o estado em 4.º lugar no ranking nacional dos empreendimentos em execução (acima da média nacional, de 35,2%), atrás de Roraima, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Apesar da boa colocação, as obras concluídas são de baixo impacto. Em relação às entregues, o volume geral posiciona o estado em 8.º lugar, com 15%, contra 12% da média do país. Das 8.509 ações planejadas para o Brasil no período 2007-2010 e pós 2010, foram concluídas 1.058 (12%).</p>
<p>Para o engenheiro químico industrial Édison Carlos, conselheiro do Instituto Trata Brasil, ONG que monitora as condições de saneamento básico no país, essas melhorias, mesmo simples, são importantes, mas não dão conta das principais necessidades e apenas mascaram o real andamento dos projetos. “Mais do que os problemas técnicos que atrasam o trabalho falta interesse político, porque as obras de saneamento são demoradas e os retornos como o benefício na saúde só aparecem a longo prazo. Politicamente, não é vantajoso”, analisa.</p>
<p>Ritmo lento</p>
<p>O total de investimentos programados para o Paraná chega a R$ 1,49 bilhão, incluindo a contrapartida dos governos estadual e municipal e das empresas de saneamento que gerenciam os serviços. A maior parte, R$ 1,26 bilhão, deve vir dos cofres federais. Segundo a assessoria de imprensa da Casa Civil da União, o Ministério das Cidades e a Funda ção Nacional de Saúde (Funasa), esta responsável pelo financiamento das obras nos municípios com até 50 mil habitantes, repassaram ao Paraná até agosto R$ 286,8 milhões, 23% dos recursos federais previstos para o PAC do saneamento no estado.</p>
<p>O ritmo lento dos repasses e das obras não se deve à falta de dinheiro, segundo o governo federal (“já que é proporcional à realização das intervenções”), mas à qualidade dos projetos de engenharia, problemas na liberação dos terrenos e à demora na emissão das licenças ambientais, além de dificuldades na prestação de contas.</p>
<p>Em muitos casos, os projetos precisam de revisão por problemas técnicos ou adequação para garantir a qualidade e funcionalidade do empreendimento. Além das diversas etapas de execução que as obras de grande porte e complexidade exigem (licenciamento ambiental, titularidade dos terrenos e licitações), às vezes também é preciso reassentar parte da população da área beneficiada. No Paraná, a dificuldade estaria na demora pa ra apresentação dos projetos de engenharia. “Essas dificuldades têm sido superadas e quase 80% das obras já foram iniciadas.”</p>
<p>Como o PAC contempla apenas obras enquadradas nos planos plurianuais dos estados (com conclusão para médio e longo prazo), nenhum dos projetos financiados é tido como emergencial. Nessa relação, destacam-se três grandes projetos: ampliação do sistema de esgotamento sanitário e de abastecimento de água da região metro politana de Curitiba e obras de drenagem para o controle de enchentes e prevenção de inundações em São José dos Pinhais.</p>
<p>Dentro desse pacote, entre outras, as obras do PAC em Piraquara (com o maior projeto de urbanização em áreas de mananciais do país) e Campo Magro somam R$ 113 milhões em recursos federais, municipais e estaduais. Além de acesso ao abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto e drenagem, o projeto prevê a remoção e construção de casas populares para pelo menos 1,3 mil famílias e integração à rede de energia elétrica, tudo dentro de um modelo de ação integrada.</p>
<p>Problema grave em várias regiões do país, mesmo quando todas as obras estiverem prontas, o saneamento básico ainda estará longe de ter sido resolvido. Segundo o Instituto Tra ta Brasil, para que os serviços sejam universalizados seriam necessários R$ 270 bilhões. Considerando-se a previsão de repasses de R$ 35,5 bilhões até agora, “seriam necessários pelo menos sete PACs, ou quase 30 anos, para se alcançar a meta”, calcula o conselheiro da ONG, Édison Carlos.</p>
<p>Em 2009, apenas a metade da população urbana brasileira tinha acesso à rede de esgoto. Para chegar a 55% ainda neste ano, o governo pretende repassar aos estados e municípios cerca de R$ 8 bilhões até dezembro. </p>
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		<title>PAC da Copa</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Sep 2010 18:33:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deu no Jornal]]></category>
		<category><![CDATA[COPA 2014]]></category>
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		<category><![CDATA[PARANÁ]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário do deputado Sciarra:

&#8220;As obras do PAC estão sempre atrasadas. Espero que em Curitiba, contando com a Prefeitura, não ocorra a mesma coisa.&#8221;

Deu no Documento Reservado (27/09/10)

PAC da Copa

Todas as obras de mobilidade urbana previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Copa, deverão estar concluídas até julho de 2013, data da Copa das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comentário do deputado Sciarra:<br />
</em><br />
<strong>&#8220;As obras do PAC estão sempre atrasadas. Espero que em Curitiba, contando com a Prefeitura, não ocorra a mesma coisa.&#8221;<br />
</strong></em><br />
<em>Deu no Documento Reservado (27/09/10)<br />
</em><br />
<strong>PAC da Copa<br />
</strong><br />
Todas as obras de mobilidade urbana previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Copa, deverão estar concluídas até julho de 2013, data da Copa das Confederações. A afirmação foi feita pelo ministro das Cidades, Marcio Fortes, no final da tarde de quinta-feira (23), em Curitiba, após participar da assinatura dos contatos do pacote de obras para a cidade. “Em todas as cidades que vão sediar a Copa do Mundo de 2014 estamos com um cronograma que classificamos como confortável. A engenharia tem seus percalços, mas vamos tentar contornar todos eles, aproveitando o pretexto da Copa para investir em urbanização e modernização das cidades”, assegurou. A capital paranaense receberá R$ 463 milhões para preparar o sistema de mobilidade urbana, conforme previsto nos sete contratos do Governo Federal no valor de R$ 222 milhões assinados na quinta-feira, que, somados a cinco contratos que o governo estadual já assinou, de R$ 241,58 milhões, chegam ao valor total. O prefeito Luciano Ducci comentou que “daqui a dois anos a cidade estará bem diferente, e ainda melhor. Assinamos contratos para obras importantes e estruturantes que ficarão para a cidade, como legado da Copa&#8221;. Os contratos assinados são para as seguintes obras: corredor Aeroporto/Rodoferroviária (Avenida das Torres); requalificação da Estação Rodoferroviária e seus acessos; corredor da Avenida Cândido de Abreu; extensão da Linha Verde Sul; requalificação do corredor da avenida Marechal Floriano Peixoto; Sistema Integrado de Mobilidade (uma rede inteligente de organização de trânsito); e a reforma e ampliação do terminal de ônibus Santa Cândida. </p>
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		<title>Suspeitas em verbas do PAC</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Sep 2010 17:54:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
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		<category><![CDATA[PAC]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário do deputado Sciarra:

&#8220;O PAC é gerenciado e  está sob a responsabilidade desta Casa Civil.&#8221;

Deu no Correio Braziliense (17/09/10)

Suspeitas em verbas do PAC

Uma cadeia de repasses de recursos iniciada com R$ 10,5 milhões, autorizada pelo Ministério das Cidades em 13 de dezembro de 2007 e finalizada em dezembro de 2008, coloca o Programa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comentário do deputado Sciarra:<br />
</em><br />
<strong>&#8220;O PAC é gerenciado e  está sob a responsabilidade desta Casa Civil.&#8221;<br />
</strong><em><br />
<em>Deu no Correio Braziliense (17/09/10)<br />
</em><br />
<strong>Suspeitas em verbas do PAC<br />
</strong><br />
Uma cadeia de repasses de recursos iniciada com R$ 10,5 milhões, autorizada pelo Ministério das Cidades em 13 de dezembro de 2007 e finalizada em dezembro de 2008, coloca o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no centro das investigações de tráfico de influência. O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a paralisação do Contrato de estudos para elaboração de planos diretores integrados de mobilidade urbana para áreas metropolitanas, custeado por recursos do PAC, por entender que o projeto não informava para onde iria o dinheiro. Após auditorias, R$ 8,4 milhões foram devolvidos aos cofres públicos e os gastos de R$ 2,1 milhões acabaram não sendo detalhados.</p>
<p>A autorização dos R$ 10,5 milhões dada pelo Ministério das Cidades coincide com o histórico de movimentação de José Euricélio Alves de Carvalho — irmão de Erenice — na pasta e na instituição destinatária dos recursos: a Fundação Universidade de Brasília (FUB). Célio, como é conhecido, atuou como assessor da Secretaria de Mobilidade Urbana de julho de 2006 a agosto de 2007. Em setembro do mesmo ano, o irmão de Erenice já estava na Agência de Desenvolvimento Institucional da UnB, como coordenador de projetos. Cinco meses após a chegada dele na instituição, a FUB foi contemplada com as verbas do PAC.</p>
<p>Depois que órgãos de fiscalização detectaram irregularidades no repasse, a UnB abriu processo para apurar a destinação dos recursos. Apesar do bloqueio de repasses determinado pelo tribunal, R$ 2,1 milhões foram pagos, segundo a nota de empenho nº 912.128, de 22 de fevereiro de 2008. Segundo o TCU, o projeto não especificava os serviços que seriam prestados.</p>
<p>Ainda assim, o Ministério das Cidades encaminhou à reitoria da UnB um atestado informando que o projeto estava de acordo com os critérios do governo federal. A Fubra, agora sob a denominação Fundação de Gestão e Inovação, informou ao Correio que, após o episódio dos acordos auditados, implantou mecanismos de “transparência dos recursos públicos transferidos na esfera federal que culminam em contratos sem licitação” para que órgãos como o Ministério Público tenham acesso ao que chegam de fato ao caixa da entidade. A fundação afirma não ter ficado com o dinheiro.</p>
<p>O Ministério das Cidades alega que os R$ 2,1 milhões foram usados para pagamento de funcionários, diárias e contribuições sindicais. O restante foi devolvido à conta do tesouro em 22 de dezembro de 2008, depois que a FUB não cumpriu os prazos previstos. </p>
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		<title>PAC: 52,8% das obras ainda não saíram do papel</title>
		<link>http://eduardosciarra.com.br/pac-528-das-obras-ainda-nao-sairam-do-papel/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 14:37:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deu no Jornal]]></category>
		<category><![CDATA[PAC]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário do deputado Sciarra:
&#8220;O PAC está mais para fantasia, marketing eleitoreiro, do para real benefício do povo brasileiro.&#8221;
Deu no O Globo (13/08/2010)
PAC: 52,8% das obras ainda não saíram do papel
Após 3 anos, só 13% dos empreendimentos foram concluídos, diz ONG. No saneamento, 56,7% estão na etapa inicial
BRASÍLIA. Principal vitrine da campanha da petista Dilma Rousseff [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comentário do deputado Sciarra:</em></p>
<p><strong>&#8220;O PAC está mais para fantasia, marketing eleitoreiro, do para real benefício do povo brasileiro.&#8221;</strong><em></p>
<p><em>Deu no O Globo (13/08/2010)</em></p>
<p><strong>PAC: 52,8% das obras ainda não saíram do papel</strong></p>
<p>Após 3 anos, só 13% dos empreendimentos foram concluídos, diz ONG. No saneamento, 56,7% estão na etapa inicial</p>
<p>BRASÍLIA. Principal vitrine da campanha da petista Dilma Rousseff à Presidência da República, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ainda não conseguiu tirar do papel mais da metade das suas obras.</p>
<p>Incluindo intervenções espalhadas por vários municípios e cujos valores oscilam de poucos milhões até bilhões de reais, 52,8% dos 13.958 empreendimentos do PAC ainda estão em estágio inicial, ou seja, nas fases de contratação, ação preparatória ou licitação. Já os empreendimentos na fase de obras somam 4.775, o equivalente a 34,2% do total. Nos três anos do PAC, só 13% são consideradas concluídas.</p>
<p>O levantamento foi feito pela ONG Contas Abertas, com base nos cadernos estaduais do programa, relativos ao 10obalanço quadrimestral de abril, mas divulgados em junho pela Casa Civil da Presidência da República.</p>
<p>Para o coordenador da ONG, economista Gil Castelo Branco, se mantiver o ritmo dos últimos meses, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá encerrar seu governo com pelo menos 40% do programa ainda longe dos canteiros de obras.</p>
<p>De acordo com o balanço fechado em dezembro, 54,8% das obras estavam no papel.</p>
<p>Em quatro meses, esse percentual caiu para 52%. O governo terá de acelerar muito seu ritmo para alcançar 40% em oito meses avalia.</p>
<p>Os números mostram que a quantidade de obras com a chancela do PAC vem aumentando continuamente. Em agosto de 2009 eram 12.520 empreendimentos 62% das ações não tinham virado obras , passando para 13.330 em dezembro passado. Em abril o número saltou para para as atuais 13.958 obras. Nesse intervalo de tempo, o percentual de obras concluídas também cresceu, mas num ritmo mais lento: era 9,8% em agosto, passou para 11,1% em dezembro e está em 13%.</p>
<p>O balanço oficial do PAC faz a avaliação por valores das obras e não abre pelos estados.</p>
<p>Por isso, os percentuais são divergentes em relação ao do Contas Abertas. De acordo com a Casa Civil, em abril já haviam sido executados 70,7% dos R$ 656,5 bilhões do PAC e foram concluídos 46,1% das ações, o equivalente a R$ 302,5 bilhões. Por isso, a Casa Civil contesta a ONG. Segundo o órgão, o critério correto de avaliação do programa é o do valor do investimento.</p>
<p>Gargalo da Copa, aeroportos têm 19% das obras entregues Por uma razão muito simples: uma obra como a usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, cujo investimento estimado é de R$ 19 bilhões, não tem e não poderia ter o mesmo peso, por exemplo, de uma obra de saneamento em área indígena no município de Santa Maria das Barreiras (PA), com valor de R$ 2,2 mil, afirmou a assessoria da Casa Civil, por meio de nota.</p>
<p>Eles também não consideram correto somar ações do PAC que se encontram em diferentes estágios de execução e agrupá-las sob a classificação genérica de ainda estão no papel. (Os empreendimentos) estão sendo executados conforme seus cronogramas.</p>
<p>Isto é muito diferente de estar no papel, diz a nota.</p>
<p>Ainda assim, os números de execução das obras de saneamento mostram que dificilmente o governo conseguirá entregá-las até dezembro. Do total de 8.509 empreendimentos, 56,7% estão nas etapas iniciais, 30% estão em execução e apenas 12,4% foram concluídas até agora.</p>
<p>Das 4.146 obras de habitação, 56% ainda estão no papel, 1.582 estão sendo executadas e só 227 (5%) estão prontas.</p>
<p>Nos aeroportos, um dos mais sérios gargalos para a Copa do Mundo de 2014, o quadro é semelhante: 52,1% das obras ainda não começaram e apenas 19% foram entregues.</p>
<p>Uma parcela importante das obras ficará para o próximo governo concluir. Na prática, a administração atual vai escolher as obras que o sucessor terá de pagar e encerrar diz Gil Castelo Branco.</p>
<p>Para Ralph Lima Terra, vicepresidente da Associação Brasileira da Indústria de Base (Abdib), a lenta execução dos projetos deve ser creditada à baixa capacidade de gestão e de execução na ponta do gasto, ou seja, em estados e municípios que são responsáveis por elaborar estudos e projetos para que os recursos federais possam ser empenhados: Muitos prazos para a apresentação de projetos precisam ser postergados porque os gestores municipais estão sem estrutura para isso e acabam se atrasando. Desde que o PAC foi lançado, esse problema tem sido recorrente, principalmente nas áreas de saneamento básico e urbanização.</p>
<p>No Rio, 49,6% não chegaram ao canteiro de obras Outro fator apontado pela Abdib são as obstruções que surgem nas diversas etapas dos empreendimentos.</p>
<p>Segundo Terra, em muitos casos são necessárias desapropriações ou licenças de órgãos ambientais ou de defesa do patrimônio público.</p>
<p>No Estado do Rio, há 485 obras previstas, e o quadro é semelhante ao nacional. Do total, só 9,7% (47) foram concluídas e 40,6% (197) estão em execução.</p>
<p>Ao todo, 49,6% não partiram ainda para o canteiro de obras.</p>
<p>Quanto ao volume de recursos, pelo Rio passam R$ 118,2 bilhões dos R$ 656,5 bilhões do PAC, o equivalente a 18% do total.</p>
<p>O fraco desempenho do PAC também se espelha na dificuldade do governo para desembolsar os recursos orçamentários do programa. Entre 2007 e 2010 (até julho), foram autorizados gastos de R$ 95,7 bilhões, mas só 49,2% (R$ 47,1 bilhões) foram efetivamente pagos.</p>
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		<title>Resultado do PAC é inflado</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jun 2010 16:58:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deu no Jornal]]></category>
		<category><![CDATA[PAC]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário do deputado Sciarra:
&#8220;Confirma o que já se sabia. O PAC é bom só em marketing, só  que agora infla os números para enganar os incautos.&#8221;
Deu no Estado de S. Paulo (16/06/10)
Resultado do PAC é inflado
Uma parcela de 12% do valor total dos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento tidos como “executados&#8221; não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comentário do deputado Sciarra:</em></p>
<p><em><strong>&#8220;Confirma o que já se sabia. O PAC é bom só em marketing, só  que agora infla os números para enganar os incautos.&#8221;</strong></em></p>
<p><em>Deu no Estado de S. Paulo (16/06/10)</em></p>
<p><strong>Resultado do PAC é inflado</strong></p>
<p>Uma parcela de 12% do valor total dos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento tidos como “executados&#8221; não tem impacto sobre o crescimento econômico. Financiamentos para a compra de imóveis usados inflaram os resultados da PAC em R$ 47 bilhões.</p>
<p>Mesmo sem impacto no crescimento, financiamento a imóvel usado infla PAC</p>
<p>Parcela de R$ 47,1 bilhões &#8211; de um total de R$ 395,8 bilhões tidos como executados em todo o programa &#8211; supera volume de empréstimos concedidos para construção ou compra de bens novos, indica levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União</p>
<p>Uma parcela de 12% do valor total dos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tidos como &#8220;executados&#8221; pelo governo não tem impacto sobre o crescimento da economia. Essa parcela trata de financiamentos para a compra de imóveis usados e inflou os resultados do PAC, ao fim de três anos, em pouco mais de R$ 47 bilhões.</p>
<p>A crítica, feita na forma de &#8220;alerta&#8221;, aparece no relatório de contas do governo aprovado por unanimidade pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O relatório informa que, nesse tipo de operação de empréstimo, &#8220;não há impacto&#8221; nas contas que medem o crescimento da economia.</p>
<p>Os financiamentos à compra de imóveis usados representariam &#8220;tão somente a mudança do proprietário do bem&#8221;, afirma o texto aprovado pelo TCU na semana passada. O relatório completo está disponível na internet.</p>
<p>O Estado ouviu o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a quem cabe calcular as taxas oficiais de crescimento. O coordenador de contas nacionais, Roberto Olinto, confirma a avaliação do TCU: &#8220;Não há impacto nenhum no crescimento.&#8221;</p>
<p>Segundo Olinto, a construção de imóveis tem impacto no crescimento, mas não a venda de imóveis já usados. &#8220;Poderiam até alegar efeitos indiretos, quando o vendedor do imóvel usado gasta todo o dinheiro na compra de outros bens produzidos, mas esses desdobramentos são muito difíceis de medir&#8221;, observou.</p>
<p>Ambiente econômico. A secretária de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, argumentou que os financiamentos a imóveis usados entraram na contabilidade porque são importantes para melhorar o ambiente econômico. &#8220;O imóvel usado não agrega, tudo bem. Mas o importante é a economia como um todo, e os financiamentos fazem a economia girar&#8221;, alegou.</p>
<p>As ações na área de habitação foram as que mais cresceram no período de três anos, entre o início do PAC e o balanço apresentado em dezembro de 2009, o último considerado na análise do TCU. A parcela de financiamentos à habitação representa sozinha cerca de 30% do total de investimentos e supera a área de petróleo e gás, a segunda do ranking em volume de recursos públicos e privados.</p>
<p>De acordo com a análise do TCU, R$ 47,1 bilhões de um total de R$ 395,8 bilhões tidos como executados em todo o PAC referem-se exclusivamente ao financiamento de imóveis usados. Essa parcela supera o volume de financiamentos à construção ou compra de imóveis novos.</p>
<p>Contabilidade. O relatório do TCU também chama a atenção para o fato de o governo não esperar a liberação do dinheiro pelas instituições financeiras para contabilizar as operações como empréstimos concedidos. Basta a assinatura dos contratos para o dinheiro entrar na contabilidade. O mecanismo é o mesmo usado para avaliar a execução de projetos na área de infraestrutura do PAC.</p>
<p>Até o último balanço do PAC analisado pelo TCU, os financiamentos para imóveis novos e usados e para reforma haviam beneficiado 788 mil pessoas. No balanço do primeiro quadrimestre de 2010, esse número subiu para 893 mil empréstimos concedidos.</p>
<p>O relatório de contas critica ainda o grande volume de despesas do PAC com dinheiro do Orçamento da União ainda pendentes de pagamento, os chamados &#8220;restos a pagar&#8221;. O Programa de Aceleração do Crescimento é responsável pela maior fatia dos investimentos ainda não pagos. Parte da conta deverá ser transferida para o futuro governo.</p>
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		<title>Estrela do PAC, transposição tem ritmo lento</title>
		<link>http://eduardosciarra.com.br/estrela-do-pac-transposicao-tem-ritmo-lento/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 13:53:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deu no Jornal]]></category>
		<category><![CDATA[PAC]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário do deputado Sciarra:
&#8220;As obras do PAC não andam, não por falta de dinheiro, mas por  incompetência.&#8221;
Deu no O Globo (08/06/10)
Estrela do PAC, transposição tem ritmo lento
Mais de mil pessoas já foram demitidas e há só quatro caminhões no trecho da obra em Cabrobó, Pernambuco
Um dos destaques do décimo balanço do Programa de Aceleração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comentário do deputado Sciarra:</em></p>
<p><em><strong>&#8220;As obras do PAC não andam, não por falta de dinheiro, mas por  incompetência.&#8221;</strong></em></p>
<p><em>Deu no O Globo (08/06/10)</em></p>
<p><strong>Estrela do PAC, transposição tem ritmo lento</strong></p>
<p>Mais de mil pessoas já foram demitidas e há só quatro caminhões no trecho da obra em Cabrobó, Pernambuco</p>
<p>Um dos destaques do décimo balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), divulgado semana passada, o projeto de transposição do Rio São Francisco, visitado pelo presidente Lula e a pré-candidata Dilma Rousseff no fim do ano passado, está quase parado no trecho que fica em Cabrobó. Mais de mil pessoas já foram demitidas no canteiro de obras, restando apenas 400 operários na área, no município do sertão a 586 quilômetros de Recife.</p>
<p>O prefeito de Cabrobó, Eudes Caldas (PTB), disse que semana passada percorreu os canteiros que ficam no município e observou grande redução no movimento de caminhões. Antes, eram cem todos os dias, e restam apenas quatro.</p>
<p>— A gente não sabe o que está acontecendo, mas oficiosamente estaria havendo uma divergência nos valores de medição. Na verdade, não fomos informados de nada, mas a pressão já está muito grande aqui na prefeitura. A procura por emprego aumentou 50% depois da desaceleração da obra — disse Caldas.</p>
<p>Autônomo, prestador de serviços para uma transportadora da Paraíba, o baiano Wilson dos Santos está preocupado com a paralisação:</p>
<p>— Acho isso uma falta de respeito. A gente veio de longe trabalhar, e fazem conosco uma coisa dessas. Mandaram recolher as caçambas e ninguém disse o dia da volta. Estou vendo 13 de outras prestadoras de serviço, todas paradas. Estou apenas aguardando o vencimento da quinzena para retornar a Salvador.</p>
<p>O prefeito disse que há 20 dias cerca de 600 trabalhadores foram desligados. Há uma semana, foram mais 400. Ele disse que a obra já chegou a movimentar três mil operários:</p>
<p>— O movimento no comércio, nos postos de combustível e nos restaurantes já caiu cerca de 40%. Se tivéssemos sido avisados, poderíamos ter trabalhado para minorar o sofrimento do pessoal.</p>
<p>Segundo Câmara, só 50% do pessoal ainda mobilizados</p>
<p>Dono de uma pedreira utilizada para as obras, o presidente da Câmara de Vereadores de Cabrobó, Moacir Rocha (PT), informou que só 50% do pessoal ainda estão mobilizados:</p>
<p>— Não soubemos qual foi o problema, mas há trechos ainda não concluídos em que tudo parou mesmo. É muito dinheiro jogado fora. Nunca vi uma paralisação tão grande.</p>
<p>Na semana passada, o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) esteve em Cabrobó e só viu desolação.</p>
<p>— No trajeto que fiz até Cabrobó, não se falava em outra coisa. A obra pode não ter parado definitivamente, mas parou. O governo não pode negar, porque todo mundo está vendo. Não estou inventando nada, até porque meu desejo é que a transposição do Rio São Francisco ande — disse Aleluia, destacando, porém, que não teve notícia de pagamentos em atraso.</p>
<p>O presidente da Comissão Parlamentar de Acompanhamento da Transposição do São Francisco, Raimundo Pimentel (PSB), pediu reunião com autoridades do governo federal:</p>
<p>— A justificativa do consórcio responsável pelo lote 1 do Eixo Norte é que o trabalho daqui para frente demanda número menor de operários e mão de obra mais qualificada. Mas vamos conferir no Ministério da Integração Nacional.</p>
<p>O deputado informou que foi constatado ritmo muito lento em algumas áreas:</p>
<p>— O cuidado seria agora com três aquedutos, que exigem maior especialização dos operários. Vimos, no entanto, que o ritmo está muito lento em trechos como o destinado à construção da Barragem de Tucutu (um dos reservatórios do projeto São Francisco) e em um canal de aproximação.</p>
<p>Há, também, grande lentidão nas áreas sob responsabilidade do Exército. Segundo o prefeito, só 49% dos trabalhos do Eixo Norte foram concluídos. Esse eixo, visitado por Lula em outubro passado, tem 400 quilômetros e deverá ligar Cabrobó ao Rio Grande do Norte e ao Ceará.</p>
<p>Eixo Leste, porém, está funcionando Já o Eixo Leste, que terá 220 quilômetros, está a pleno vapor, de acordo com a prefeita de Floresta, Rorró Maniçoba (PSB). Terá 220 quilômetros, ligando o município pernambucano à cidade de Monteiro, na Paraíba:</p>
<p>— Em Floresta, nada parou. Estive no local com três vereadores e tudo estava funcionando. A movimentação na economia na cidade é tão grande que tivemos dificuldade em encontrar uma casa para alugar, onde pretendemos instalar um programa de atendimento a pessoas com dependência química.</p>
<p>O presidente do PSB de Floresta, Dário Novaes, disse que percorreu os canteiros na última quarta-feira e não constatou anormalidade em Floresta, onde Lula também esteve em outubro de 2009. Os eixos Leste e Norte funcionam como as artérias do projeto de transposição do Rio São Francisco, que deverá levar as águas do Velho Chico a cerca de um milhão de pessoas no semiárido.</p>
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		<title>Miriam Leitão: Governo muda números em cada balanço do PAC</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 14:03:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deu no Jornal]]></category>
		<category><![CDATA[PAC]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário do deputado Sciarra:
&#8220;As pessoas que acompanham os números do PAC estão com  convicção que estes &#8220;balanços do PAC&#8221; tem o objetivo de tentar aparecer  que a execução está evoluindo. Assim, fica cada vez mais claro que em  termos de PAC o que funciona é mesmo o marketing&#8221;
Deu na CBN &#8211; Miriam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comentário do deputado Sciarra:</em></p>
<p><em><strong>&#8220;As pessoas que acompanham os números do PAC estão com  convicção que estes &#8220;balanços do PAC&#8221; tem o objetivo de tentar aparecer  que a execução está evoluindo. Assim, fica cada vez mais claro que em  termos de PAC o que funciona é mesmo o marketing&#8221;</strong></em></p>
<p>Deu na CBN &#8211; Miriam Leitão (04/06/10)<br />
<strong>Governo muda números em cada balanço do PAC </strong><br />
Eu estou convencida de que o governo pensa que as pessoas são bobas, porque cada vez que apresenta um balanço do PAC, ele muda os números, as datas, para fazer um número melhor. Agora, está dizendo que tem 46% do PAC concluído, mas, pela primeira vez, incluiu financiamento imobiliário a pessoas físicas como parte desta conta. Então, se você pegou um financiamento para comprar um imóvel, para fazer um puxadinho na sua casa, entra no PAC, mas não faz sentido.</p>
<p>Se tirarmos esses financiamentos imobiliários, são 22% concluídos em 40 meses. Esse resultado é muito ruim, mas o governo diz que está tudo bem. Ele falou que só 1% das ações é preocupante, o resto está bem.<br />
Uma vez, exclui tudo o que era saneamento, porque estava muito atrasado, tirou da conta para fazer um número melhor.</p>
<p>No caso do trem-bala, na última vez, a informação era que no segundo trimestre seria feita a licitação, agora, já mudou. A Miriam Belchior, a nova ministra da Casa Civil, disse assim: ninguém tinha a ilusão de que o trem-bala ficaria pronto em 2010, nem mesmo em 2014, só que o próprio governo falou que ficaria pronto em 2014. Se ninguém tinha a ilusão, por que o governo falou isso?</p>
<p>Uma outra coisa: agora, estão brigando até entre eles mesmo: o Ipea fez um estudo dizendo que a situação dos aeroportos está crítica, mas aí o ministro Nelson Jobim disse que o estudo era desqualificável. Ele até apresentou um argumento importante, e o levantamento faz uma conta errada mesmo, inclui como imposto um tributo que foi derrubado há 12 anos pelo STF.</p>
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