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	<title>Sciarra &#187; PRE-SAL</title>
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	<description>Blog do Deputado Eduardo Sciarra</description>
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		<title>Sciarra destaca necessidade de debater regime de exploração do Pré-Sal</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 17:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matéria]]></category>
		<category><![CDATA[PRE-SAL]]></category>

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		<description><![CDATA[Veja o pronunciamento do deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR) no Plenário da Câmara dos Deputados na votação do regime de exploração do Pré-Sal. Leia a seguir, na íntegra, o texto do discurso:
Pronunciamento Pré-sal (01/12/10)
Para falar contrariamente à matéria, tem a palavra o Deputado Eduardo Sciarra, pelo tempo de 3 minutos.
O SR. EDUARDO SCIARRA (DEM-PR. Sem revisão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://eduardosciarra.com.br/sciarra-destaca-necessidade-de-debater-regime-de-exploracao-do-pre-sal/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p>Veja o pronunciamento do deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR) no Plenário da Câmara dos Deputados na votação do regime de exploração do Pré-Sal. Leia a seguir, na íntegra, o texto do discurso:</p>
<p>Pronunciamento Pré-sal (01/12/10)</p>
<p>Para falar contrariamente à matéria, tem a palavra o Deputado Eduardo Sciarra, pelo tempo de 3 minutos.</p>
<p>O SR. EDUARDO SCIARRA (DEM-PR. Sem revisão do orador.) –<br />
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, é bom situarmos aqui o que vamos votar, o que estamos votando e discutindo. O projeto do Fundo Social aprovado aqui foi ao Senado e de lá voltou em função da posição do Governo de não querer aceitar a votação do projeto da partilha, que mudava de concessão para partilha. Foi enxertada no projeto do fundo social que foi votado aqui, lá no Senado, a mudança do regime de concessão para partilha.</p>
<p>Como recebemos o texto há pouco, e não temos condições de avaliar todas essas mudanças, o que mudou na questão do Fundo Social, eu quero me ater à questão central dessa discussão, que é a mudança do regime de concessão para partilha. O Brasil, com isso, vai assumir o monopólio do risco da exploração do petróleo, diferentemente de como é hoje no regime de concessão. Essa discussão, que deveria ter sido feita durante a campanha política, e não foi, é a parte central da questão.</p>
<p>A British Petroleum, no Golfo do México, nos Estados Unidos, teve um prejuízo de 25 bilhões de dólares na contenção do vazamento de óleo, na limpeza do Golfo, por conta de que, lá, o regime de concessão prevalece e a empresa assume o risco daquilo que está prospectando. No momento em que a Petrobras chama para si todo esse o risco sem saber como será no futuro esse mercado que chamamos de energia limpa, estamos dando um salto no escuro.</p>
<p>Sob o regime de concessão, que foi a flexibilização do monopólio votado nesta Casa em 1997, no Governo Fernando Henrique Cardoso, o Brasil pôde aumentar sua produção significativamente. As reservas provadas aumentaram de 2 bilhões para 12,6 bilhões de barris em 2008. Dobramos a produção e tivemos a participação do petróleo no PIB nacional de 3% para 12%.</p>
<p>Esse regime deu certo, diluiu o risco, o Estado cobra impostos, royalties, participação especial, bônus de assinatura e, para aproveitar o pré-sal, que é uma grande descoberta, um grande ativo do povo brasileiro, o Governo poderia, sim, aumentar sua arrecadação de impostos e diluir o risco com os outros participantes desse processo.</p>
<p>O foco central da discussão neste momento é a mudança do regime que aqui foi derrotado, mas com alterações. Se tivesse voltado para esta Casa para que discutíssemos a participação especial, a participação dos royalties, da redivisão para os Estados, poderíamos aceitar, mas a Câmara dos Deputados não pode aceitar simplesmente matar um projeto que saiu daqui, do fundo social, e, ao mesmo tempo, matar o que foi votado também no Sendo Federal sobre a redivisão do bolo tributário do nosso País. E aqui quero reafirmar: a mudança é um grande equívoco. O Brasil está assumindo o monopólio do risco ao invés de aumentar a cobrança de impostos e diluir esse risco.</p>
<p>Este é o momento de a Câmara avaliar com cuidado essa questão que se apresenta para que possamos votar e refletir a inconveniência da mudança que estamos procedendo neste momento. Conclamo a todos a fazer essa análise, que é importante para o País e para o futuro das próximas gerações.<br />
Muito obrigado.</p>
<p>Concedo a palavra ao Deputado Eduardo Sciarra, para falar contra a matéria.</p>
<p>O SR. EDUARDO SCIARRA (DEM-PR. Sem revisão do orador.) –<br />
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, nós já tivemos a oportunidade de falar sobre a questão relativa ao que foi embutido no texto do Senado de volta para a Câmara e sobre a mudança do regime de concessão para partilha. Nós sabemos que também nesse projeto nós vamos discutir justamente a partilha dos royalties, a participação especial.</p>
<p>Neste momento, o Democratas tem apresentado a sua posição contrária à mudança do regime, pela perda que o País terá a longo prazo, devido ao fato de que, no regime de partilha, o Estado brasileiro vai assumir o monopólio do risco, indo contra todo o avanço que tivemos no período após a mudança do marco regulatório do petróleo, em 1997, com a flexibilização do monopólio, que em 40 anos teve um avanço muito pequeno em relação ao ocorrido nesses últimos 13 anos, de 1997 para cá.</p>
<p>As nossas reservas provadas aumentaram consideravelmente de 2 bilhões de barris para mais de 14 bilhões de barris. A produção mais do que dobrou, e nós recebemos muitos recursos na forma de impostos. Cresceram significativamente a arrecadação do Estado brasileiro e o trabalho de prospecção que a Petrobras vem fazendo com tanta competência.</p>
<p>O pré-sal só existe hoje porque naquele momento, em 1997, a flexibilização do monopólio permitiu que avançássemos na prospecção. Criamos uma indústria que gera 30 mil empregos hoje no nosso País, e todo o avanço ocorrido se deu pelo regime de concessão, que agora está sendo colocado em discussão e que se pretende mudar para partilha. O Estado brasileiro vai assumir um risco muito grande, sabendo que existe uma tendência mundial de limpar a matriz energética nos países.</p>
<p>Queremos, portanto, encaminhar contrariamente a essa matéria no que diz respeito à mudança do regime, visto que o Fundo Social, na realidade, foi votado aqui e modificado no Senado.</p>
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		<title>Definição do marco regulatório chega ao fim</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Dec 2010 13:48:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deu no Jornal]]></category>
		<category><![CDATA[PRE-SAL]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário do deputado Sciarra:

&#8220;Com a mudança do marco regulatório, governo assume o monopólio total do risco da exploração de petróleo em águas profundas e abandona um sistema que viabilizou a autossuficiência da produção de petróleo, inclusive o próprio pre-sal.&#8221;

Deu no O Globo (03/12/10)

Definição do marco regulatório chega ao fim

Gustavo Paul
Novo modelo garante controle governamental sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comentário do deputado Sciarra:<br />
</em><br />
<strong>&#8220;Com a mudança do marco regulatório, governo assume o monopólio total do risco da exploração de petróleo em águas profundas e abandona um sistema que viabilizou a autossuficiência da produção de petróleo, inclusive o próprio pre-sal.&#8221;<br />
</strong><em><br />
<em>Deu no O Globo (03/12/10)<br />
</em><br />
<strong>Definição do marco regulatório chega ao fim<br />
</strong><br />
Gustavo Paul</p>
<p>Novo modelo garante controle governamental sobre a maior parte dos recursos ganhos com a exploração do pré-sal </p>
<p>BRASÍLIA. O governo encerrou na madrugada de ontem a votação dos quatro projetos do marco regulatório do pré-sal, um ano e três meses depois de enviá-los ao Congresso. Com claros tons nacionalistas, o novo modelo do setor garante o controle governamental sobre a maior parte dos recursos auferidos com a exploração do pré-sal, além de manter o poder de definir quais são as áreas estratégicas fora do pré-sal. O marco substitui o modelo de concessão pelo de partilha da produção, dá mais poderes à Petrobras e cria uma nova estatal que coordenará toda a produção. </p>
<p>Ainda, para controlar a destinação dos recursos auferidos pela União com a produção, todo o dinheiro resultante da exploração do pré-sal será depositado no Fundo Social, que terá destinações reguladas por lei. </p>
<p>Com boa parte da discussão ofuscada pela polêmica dos royalties &#8211; tema que não foi incluído nos projetos originais &#8211; o governo conseguiu aprovar a espinha dorsal dos projetos sem fortes resistências. A principal mudança desejada pelo Palácio do Planalto era introduzir o regime de partilha, que valerá para o pré-sal e áreas que o governo considerar estratégicas. </p>
<p>Por esse regime &#8211; que coexistirá com o de concessão nas áreas já licitadas &#8211; o óleo é da União. As empresas exploradoras serão ressarcidas com uma parcela da produção. No modelo de concessão, a União recebe apenas royalties e participações especiais e todo o óleo fica com as petrolíferas, que o incorpora a suas reservas. </p>
<p>Para garantir maior controle sobre a produção no pré-sal, a Petrobras será operadora única dos blocos, ou seja, a responsável por furar e operar os poços. A estatal também terá pelo menos 30% de participação nos consórcios que participarão das licitações a serem feitas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Em alguns casos, por decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), a empresa poderá operá-los sem licitação. </p>
<p>Fundo Social vai gerir e aplicar fundos do pré-sal </p>
<p>Prevendo uma receita extraordinária com a exploração do pré-sal, o governo criou o Fundo Social, para gerir e aplicar os recursos obtidos, como bônus de assinatura, receitas de venda do óleo e royalties. A lógica é transformá-lo em uma poupança de longo prazo, destinada a educação; cultura; esporte; saúde; ciência e tecnologia; meio ambiente e mitigação; e adaptação às mudanças climáticas. </p>
<p>Para gerir a exploração do pré-sal, o governo criou uma estatal: a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), apelidada de Petrosal. A nova estatal vai fiscalizar os consórcios que produzirão petróleo no pré-sal e representar a União, além de ter poder de veto nas decisões empresariais. Seus membros serão nomeados pelo presidente da República. Sua sede será em Brasília e o escritório central, no Rio. </p>
<p>O quarto projeto enviado pelo governo tratava da capitalização da Petrobras e da cessão onerosa de até cinco bilhões de barris à estatal e rendeu cerca de US$70 bilhões à empresa. </p>
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		<title>Criação da Pré-sal Petróleo gera conflito de competências com ANP, diz Sciarra</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Sep 2010 13:18:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matéria]]></category>
		<category><![CDATA[PRE-SAL]]></category>

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		<description><![CDATA[Especialistas em Petróleo e Gás da América Latina se reuniram no Rio de Janeiro e alertaram sobre um dos principais problemas da mudança do marco regulatório do Petróleo: é preciso rever funções atribuídas à estatal de petróleo criada pelo governo federal, Pré-Sal Petróleo, pois a estatal invade a competência legal da Agência Nacional do Petróleo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Especialistas em Petróleo e Gás da América Latina se reuniram no Rio de Janeiro e alertaram sobre um dos principais problemas da mudança do marco regulatório do Petróleo: é preciso rever funções atribuídas à estatal de petróleo criada pelo governo federal, Pré-Sal Petróleo, pois a estatal invade a competência legal da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Durante a votação da matéria na Câmara dos Deputados, o deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR) já tinha avisado sobre o problema. </p>
<p>“A proposta do governo para o pré-sal comprova a permanente ofensiva petista contra as Agências Reguladoras, criadas nos anos 90 para fiscalizar os principais setores de infraestrutura. Para mim é claro que, ao propor para a Pré-Sal Petróleo a função de gerir contratos, hoje exercida pela ANP, o governo tem em mente esvaziar a agência”, afirmou Sciarra. O deputado afirma que o correto seria atribuir à empresa apenas o papel de administradora dos negócios na exploração e produção no pré-sal. “Gerou-se um &#8220;monstro&#8221; jurídico, que a qualquer momento, poderá ser contestado nos tribunais por empresas e por algum interesse contrariado”, ressaltou.</p>
<p>Outra mudança importante no marco regulatório do petróleo foi trocar o regime vitorioso de concessão pelo de partilha na exploração da camada pré-sal. “Sou contra a mudança de regime, pois troca a possibilidade do aumento expressivo da arrecadação pelo monopólio do risco, por que não sabemos como vai se comportar o mercado do petróleo daqui a 15 anos, data provável do início das explorações dessa nova camada de petróleo”, pontuou Sciarra.  “Além de ter criado insegurança jurídica na área de petróleo e gás, a mudança para o sistema de partilha conseguiu &#8220;estatizar&#8221; todos os riscos do negócio. O caso do vazamento de petróleo nos poços da BP nos provam que na área petrolífera os riscos são sempre altos”, disse. </p>
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		<title>Sistema de partilha pode ser inviabilizado</title>
		<link>http://eduardosciarra.com.br/sistema-de-partilha-pode-ser-inviabilizado/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Sep 2010 20:12:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deu no Jornal]]></category>
		<category><![CDATA[PRE-SAL]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário do deputado Sciarra:

&#8220;Na votação da matéria na Câmara, em pronunciamento no Grande Expediente, já tínhamos alertado para o fato de que a nova empresa usurpava e invadia a competência legal da ANP, como agência reguladora. Gerou-se um &#8220;monstro&#8221; jurídico, que a qualquer  momento, poderá ser contestado nos tribunais por empresas e por algum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comentário do deputado Sciarra:<br />
</em><br />
<strong>&#8220;Na votação da matéria na Câmara, em pronunciamento no Grande Expediente, já tínhamos alertado para o fato de que a nova empresa usurpava e invadia a competência legal da ANP, como agência reguladora. Gerou-se um &#8220;monstro&#8221; jurídico, que a qualquer  momento, poderá ser contestado nos tribunais por empresas e por algum interesse contrariado. Além de ter criado insegurança jurídica na área de petróleo e gás, a mudança para o sistema de partilha conseguiu &#8220;estatizar&#8221; todos os riscos do negócio. O caso do vazamento de petróleo nos poços da BP nos provam que não há negócio sem riscos.&#8221;<br />
</strong><em><br />
<em>Deu no O Estado de S. Paulo (15/09/10)<br />
</em><br />
<strong>Sistema de partilha pode ser inviabilizado<br />
</strong><br />
Advogado da União alerta que é preciso rever funções atribuídas à Pré-Sal Petróleo</p>
<p>O sistema de partilha, a principal mudança prevista no novo marco regulatório do petróleo, ainda à espera de votação pelo Congresso Nacional, pode ser inviabilizado juridicamente, caso não sejam revistas funções atribuídas à estatal de petróleo criada pelo governo federal, a Pré-Sal Petróleo S/A(PPSA).</p>
<p>A polêmica, que estava restrita a discussões entre juristas, ganhou maior peso ao ser admitida pelo advogado da União Frederico Stendorfer, na Rio Oil&#038;Gas, feira do setor realizada no Rio.</p>
<p>A um público especializado no tema, ele explicou que, no aspecto comercial não há nada irregular na criação da nova estatal. A Pré-Sal Petróleo será a representante do governo na gestão de recursos minerais no sistema de partilha. Porém, o projeto de lei que a criou estabelece algumas funções associadas ao perfil regulatório, hoje atribuído à Agência Nacional do Petróleo (ANP).</p>
<p>&#8220;É um aspecto que vai gerar discussões e traz consigo um risco jurídico elevado. É necessário adequar a lei ao proposto no contrato ou vice-versa. E isso será um trabalho hermenêutico&#8221;, afirmou, à Agência Estado, referindo-se ao detalhamento do trabalho de interpretação jurídica do governo.</p>
<p>O ponto mais polêmico é o que atribui à PPSA a definição de políticas para a exploração e desenvolvimento de um determinado campo, como por exemplo o estabelecimento do conteúdo nacional mínimo a ser adotado pela Petrobrás, operadora única do pré-sal, e suas sócias em futuros leilões da ANP.</p>
<p>Para o procurador-geral da ANP, Tiago do Monte Macedo, &#8220;qualquer ponto do projeto de criação da PPSA que dê a ela funções regulatórias tem de ser reduzido ou extirpado&#8221;. Ele acredita que só o fato de a PPSA ser a agente fiscalizadora do porcentual de conteúdo nacional, dá a ela poder de polícia.</p>
<p>Para o procurador, o correto seria atribuir à PPSA apenas o papel de administradora e gestora dos contratos e negócios estabelecidos em atividades de exploração e produção no pré-sal. &#8220;Ao ler a regulação por inteiro, vemos que o poder de regular e fiscalizar são todos da ANP.&#8221; </p>
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		</item>
		<item>
		<title>Caso dos aloprados: 4 anos sem punição</title>
		<link>http://eduardosciarra.com.br/caso-dos-aloprados-4-anos-sem-punicao/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Sep 2010 20:10:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deu no Jornal]]></category>
		<category><![CDATA[PRE-SAL]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário do deputado Sciarra:

&#8220;Hoje fazem 4 anos de aloprados, sem punição e sem investigação.  A impunidade é a mãe de todas as alopragens. Por isso retornam revigorados!!!&#8221;

Deu no O Estado de S. Paulo (15/09/10)

Caso dos aloprados: 4 anos sem punição

Não há nenhum denunciado pela confecção de dossiê contra tucanos e nem mesmo foi descoberta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comentário do deputado Sciarra:<br />
</em><br />
<strong>&#8220;Hoje fazem 4 anos de aloprados, sem punição e sem investigação.  A impunidade é a mãe de todas as alopragens. Por isso retornam revigorados!!!&#8221;<br />
</strong><em><br />
<em>Deu no O Estado de S. Paulo (15/09/10)<br />
</em><br />
<strong>Caso dos aloprados: 4 anos sem punição<br />
</strong><br />
Não há nenhum denunciado pela confecção de dossiê contra tucanos e nem mesmo foi descoberta a origem do R$ 1,75 milhão apreendido</p>
<p>Quatro anos depois quase nada avançou a investigação sobre os aloprados do PT que foram flagrados tentando comprar um dossiê contra tucanos &#8211; José Serra, então candidato pelo PSDB ao governo de São Paulo, era o alvo principal do grupo. Não há nenhum denunciado perante a Justiça, nem mesmo foi descoberta a origem da montanha de dinheiro apreendida em hotel de São Paulo, R$ 1,75 milhão em dinheiro vivo, na madrugada de 15 de setembro de 2006.</p>
<p>Alguns aloprados continuam nas fileiras do partido, uns exercem funções em setores da administração federal e outros se dedicam a atividades empresariais.</p>
<p>Todos estão livres, até aqui, de acusações formais perante a Justiça. A Polícia Federal indiciou parte do grupo, mas vários deles escaparam ao enquadramento. A PF argumentou &#8220;ausência de indícios suficientes&#8221;.</p>
<p>O Ministério Público Federal ainda não decidiu se leva os envolvidos à Justiça. O procurador da República Mário Lúcio Avelar, que atuou inicialmente, saiu do caso. O novo está em férias.</p>
<p>O banco dos réus é só para os Vedoin, pai e filho, Darci e Luiz Antônio, empresários acusados de integrarem a Máfia dos Sanguessugas, organização infiltrada em setores do governo para fraudes em licitações de compra de ambulâncias superfaturadas.</p>
<p>O dossiê era uma peça que se resumia a um punhado de recortes de jornais e uma fita de vídeo com imagens do ex-ministro da Saúde (governo Fernando Henrique) em compromissos públicos para entrega de ambulâncias. Os aloprados achavam que o documento provocaria abalos na candidatura Serra, que venceu o pleito.</p>
<p>Mentores da farsa, para a PF, os Vedoin respondem a ações judiciais, não pelo dossiê. São ações de improbidade, quase 200. As penais são cerca de 15. A procuradoria imputa a eles quadrilha e fraudes em licitação. Ficaram presos algumas semanas.</p>
<p>Mala. A ação dos aloprados foi interceptada pela PF naquela madrugada de 2006 quando foram detidos Gedimar Passos e Valdebran Padilha no Hotel Ibis Congonhas, em São Paulo. Com eles os federais recolheram dólares e reais, ao todo R$ 1,75 milhão. Suspeitava-se que o montante era de caixa 2. O próprio presidente Lula, que buscava a reeleição, chamou o grupo de &#8220;aloprados&#8221;.</p>
<p>Segundo a PF, Gedimar &#8211; agente aposentado da corporação &#8211; estaria interessado na compra do dossiê. Padilha, empresário da construção civil em Cuiabá, supostamente veio a São Paulo receber o dinheiro.</p>
<p>O circuito fechado de segurança mostrou Hamilton Lacerda, do PT, transitando pelos corredores e saguão do hotel. Lacerda aparece no elevador carregando uma grande mala. Na época coordenador de comunicação da campanha do senador Aloizio Mercadante (PT) ao Palácio dos Bandeirantes, Lacerda teria sido o portador do dinheiro.</p>
<p>Indiciado pela PF por lavagem de dinheiro ele negou o crime. Alegou que levava notebook, roupas, santinhos de campanha. Sob pressão saiu do PT, mas retornou em 2009, acolhido pelo diretório de São Caetano do Sul.</p>
<p>A PF identificou doleiros no Rio. Sobre os reais não chegou alugar nenhum &#8211; era dinheiro miúdo, isso dificultou o rastreamento. O delegado que conduziu a primeira etapa do inquérito, Diógenes Curado, não tem mais nada com o caso. Ele foi nomeado secretário de Segurança Pública de Mato Grosso.</p>
<p>A PF suspeitava de outros petistas &#8211; Jorge Lorenzetti, Osvaldo Bargas, Expedito Veloso e Freud Godoy -, mas contra eles não apresentou provas.</p>
<p>&#8220;Não sabemos nem mesmo se vai haver denúncia da procuradoria contra meus clientes&#8221;, disse o criminalista Válber Melo, que defende os Vedoin. Ele informou que os Vedoin fizeram delação premiada. &#8220;Poderão ser beneficiados com redução de pena ou até com o perdão judicial.&#8221; / FAUSTO MACEDO</p>
<p>PARA LEMBRAR</p>
<p>Montanha de dinheiro na reta final do 1º turno</p>
<p>Chegava à reta final a campanha para o primeiro turno das eleições presidenciais de 2006 quando a Polícia Federal divulgou a foto da montanha de dinheiro apreendida com os aloprados do PT. A imagem eram dólares e reais empilhados. Para chegar aos aloprados, a PF monitorou os telefones dos empresários Darci e Luiz Vedoin, estabelecidos em Cuiabá. A investigação era desdobramento da Operação Sanguessuga, da própria PF, e os alvos eram os Vedoin. Eles teriam infiltrado integrantes da organização no Ministério da Saúde e no Congresso para agilizar emendas parlamentares destinadas à liberação de verbas para prefeituras comprarem ambulâncias dos Vedoin. A PF descobriu, então, que Valdebran Padilha ia embarcar para São Paulo levando o dossiê contra tucanos.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Monopólio amplia riscos na Petrobras</title>
		<link>http://eduardosciarra.com.br/monopolio-amplia-riscos-na-petrobras/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 14:49:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deu no Jornal]]></category>
		<category><![CDATA[PRE-SAL]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário do deputado Sciarra:
&#8220;A mudança do sistema de concessão para o de partilha na  questão da exploração de petróleo, patrocinada pelo governo Lula, jogou  todos os riscos na mão da Petrobras. O vazamento do petróleo da BP  mostra a verdadeira dimensão dos riscos assumidos.&#8221;
Deu no O Globo (12/08/10)
OPINIÃO
Monopólio amplia riscos na Petrobras
Passada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comentário do deputado Sciarra:</em></p>
<p><em><strong>&#8220;A mudança do sistema de concessão para o de partilha na  questão da exploração de petróleo, patrocinada pelo governo Lula, jogou  todos os riscos na mão da Petrobras. O vazamento do petróleo da BP  mostra a verdadeira dimensão dos riscos assumidos.&#8221;</strong></em></p>
<p>Deu no O Globo (12/08/10)</p>
<p>OPINIÃO<br />
<strong>Monopólio amplia riscos na Petrobras</strong></p>
<p>Passada a fase de euforia misturada com arrogância, depois da confirmação da existência de substanciais reservas de petróleo na camada de pré-sal, a Petrobras entrou num ciclo em que as coisas parecem não andar tão bem. Pudera, pois a nova fronteira de exploração serviu de pretexto para a formulação de ambicioso projeto, no limite da irresponsabilidade, para converter a estatal no centro de um grande programa de substituição de importações de equipamentos. No velho estilo estatizante do regime militar, a ideia levou ao restabelecimento de parte do monopólio do petróleo, com a alteração do regime de exploração do sistema de concessão para partilha &#8211; o produto da descoberta é do Estado, sendo usado para pagar outras empresas que atuem na exploração. Além disso, a operação na enorme área do pré-sal é de exclusividade da estatal &#8211; maneira encontrada para ela agir como executora de política industrial, por ser a compradora única de bens e serviços.</p>
<p>Não bastasse todas essas mudanças terem deflagrado intensa luta no Congresso devido ao confisco dos atuais royalties dos estados produtores &#8211; Rio de Janeiro, o maior deles -, há ainda o imbróglio da capitalização da estatal, a ser integralizada pela União por meio da cessão de reservas de petróleo. A cotação considerada para esse petróleo é mais um ponto sensível em toda esta confusão, que não ocorreria se espíritos de ideólogos da estatização não ficassem excitados diante do pré-sal. As incertezas à frente da estatal acabam de ganhar outro componente, a partir de denúncias do Sindicato dos Petroleiros de que a empresa negligencia na segurança. É possível que se tenha ficado mais atento com a catástrofe ocorrida no Golfo do México, na explosão de uma plataforma da BP. Não importa. Interessa é haver séria checagem das denúncias de precárias condições em plataformas da empresa no mar de Campos. Uma delas, a P-31, recebeu o sugestivo apelido de &#8220;sucatão&#8221;.</p>
<p>Há uma relação direta entre a questão de segurança e o projeto de restabelecimento de parte do monopólio. A abertura do mercado brasileiro para empresas privadas poderem atuar em contratos de concessão com a estatal melhorou a Petrobras. Ela se tornou mais eficiente, e maior, com um patrimônio mais valorizado. A recíproca é verdadeira: o retorno ao isolamento não a beneficiará em termos de aperfeiçoamento tecnológico e administrativo. Como ocorre com os monopólios. Mais: dona de toda a operação de exploração no pré-sal, a Petrobras e seu maior acionista, a União, arcarão com todo o risco da operação. O caso da BP no Golfo do México, com a explosão da plataforma e vazamento descontrolado de um poço em águas menos profundas e em condições menos severas do que aquelas do pré-sal, serve de parâmetro. Antes de qualquer maior levantamento dos prejuízos das vítimas do desastre ecológico, a BP, pressionada pela Casa Branca, teve de constituir um fundo para ressarcimentos de US$20 bilhões. Pode ser apenas o começo. O desastre, já parte da história do petróleo, obriga a uma revisão global de métodos, de tecnologias e de sistemas de supervisão. Também tem sido analisado no Brasil. Mas a análise não deve ficar apenas nos aspectos tecnológicos. Tem de abranger a avaliação de riscos num modelo estatizado de exploração, num ambiente de regulação em que há grave conflito de interesses entre uma estatal monopolista e seu maior acionista, que a vigia.</p>
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		<title>Perdas com pré-sal chegam a R$ 12,3 bi</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 18:10:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deu no Jornal]]></category>
		<category><![CDATA[GASTOS PÚBLICOS]]></category>
		<category><![CDATA[PRE-SAL]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário do deputado Sciarra:
&#8220;O novo marco regulatório do petróleo &#8211; o sistema de partilha  -  imposto pelo Presidente Lula retira receita dos estados e municípios.  É uma espécie de reforma tributária ao inverso: tira recursos dos  estados e municípios e concentra ainda mais na União.&#8221;
Deu no O Estado de S. Paulo (02/08/10)
Perdas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comentário do deputado Sciarra:</em></p>
<p><em><strong>&#8220;O novo marco regulatório do petróleo &#8211; o sistema de partilha  -  imposto pelo Presidente Lula retira receita dos estados e municípios.  É uma espécie de reforma tributária ao inverso: tira recursos dos  estados e municípios e concentra ainda mais na União.&#8221;</strong></em></p>
<p><em>Deu no O Estado de S. Paulo (02/08/10)</em></p>
<p><strong>Perdas com pré-sal chegam a R$ 12,3 bi</strong></p>
<p>Nova regra de partilha de royalties tira receita de Estados e municípios, podendo afetar repasses de programas sociais como SUS e bolsa-família</p>
<p>O novo marco regulatório para exploração de petróleo no Brasil esconde uma mudança tributária significativa, que garantirá mais dinheiro para a União e menos para os Estados e os municípios. A adoção do regime de partilha da produção, que substituirá o atual sistema de concessão, reduzirá a arrecadação de impostos que o governo federal é obrigado a repartir. A mudança pode representar um corte médio de R$ 12,3 bilhões no volume de recursos compartilhados.</p>
<p>&#8220;Os governos estaduais e municipais e os programas sociais em especial não serão beneficiados pelos potenciais ganhos esperados da exploração do pré-sal&#8221;, afirmam os economistas José Roberto Afonso e Kleber Pacheco Castro, responsáveis pela avaliação.</p>
<p>Repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) para governos locais, bem como o Bolsa-Família e o seguro-desemprego são alguns dos programas que poderão ser afetados por conta da nova sistemática tributária embutida no marco regulatório.</p>
<p>Pelo sistema de exploração vigente, o petróleo retirado do mar é de propriedade das empresas que operam os campos. As companhias são obrigadas a pagar à União algumas compensações financeiras pelo direito de exploração, além de todos os impostos que incidem sobre as receitas e lucros obtidos.</p>
<p>No modelo do pré-sal defendido pelo Palácio do Planalto, o petróleo passa a ser da União. Essa mudança de &#8220;dono&#8221; vai provocar uma queda na arrecadação dos tributos por uma simples razão: a União não tem de pagar impostos. &#8220;Como a União não fatura e muito menos lucra como uma empresa, conclui-se que ela não é contribuinte&#8221;, afirmam os economistas.</p>
<p>Engorda. Enquanto Estados e municípios vão deixar de ganhar, a União manterá o ritmo de engorda do seu cofre, por conta do dinheiro que irá receber com a venda do petróleo. &#8220;A mudança significará aumento direto da receita própria da União, sem saber como tais recursos serão alocados no orçamento futuramente&#8221;, ponderam os economistas.</p>
<p>O novo modelo trará, portanto, um impacto significativo sobre a arrecadação de importantes tributos federais que são compartilhados com Estados e municípios, como Imposto de Renda, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Cofins, PIS e Cide. Também haverá efeitos sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos Estados.</p>
<p>Com base em estimativas sobre a produção de petróleo e gás do pré-sal feitas por Samuel Pessoa, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Afonso e Castro estimam que em 2031, ano de pico da produção, cerca de R$ 21,5 bilhões deixarão de ser arrecadados. &#8220;Na média, entre 2010 e 2040, o impacto seria de 0,34% do PIB (Produto Interno Bruto), o equivalente a R$ 12,3 bilhões a preços médios atuais&#8221;, calculam os economistas.</p>
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		<title>Briga pelos royalties poderia viabilizar a reforma tributária</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 14:35:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deu no Jornal]]></category>
		<category><![CDATA[PRE-SAL]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário do deputado Sciarra:
&#8220;Um novo patamar de desenvolvimento sustentado só será  alcançado com a reforma tributária. Por atingir o âmago do pacto  federativo tem avançado pouco. O pré-sal poderia tornaria possível esta  reforma?&#8221;
Deu no Valor Econômico (14/06/10)
Editorial &#8211; Briga pelos royalties poderia viabilizar a reforma tributária
É fato conhecido que a destinação dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comentário do deputado Sciarra:</em></p>
<p><em><strong>&#8220;Um novo patamar de desenvolvimento sustentado só será  alcançado com a reforma tributária. Por atingir o âmago do pacto  federativo tem avançado pouco. O pré-sal poderia tornaria possível esta  reforma?&#8221;</strong></em></p>
<p><em>Deu no Valor Econômico (14/06/10)</em></p>
<p><strong>Editorial &#8211; Briga pelos royalties poderia viabilizar a reforma tributária</strong></p>
<p>É fato conhecido que a destinação dos royalties do petróleo e de energia elétrica aos Estados e municípios produtores foi uma forma de compensar a decisão, tomada pelos constituintes de 1988, de fazer a incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) desses dois produtos no destino e não na origem, como ocorre com todos as outras mercadorias.</p>
<p>À parte o fato de que a tributação no destino seria a forma correta de fazer incidir o ICMS, a questão é que, por um acerto político naquela época, que não cabe aqui discutir, deu-se tratamento distinto a apenas dois produtos. Os Estados e municípios produtores de petróleo e de energia elétrica perderam receita de ICMS e foram compensados com os royalties, instituídos pela Lei 7.990 de dezembro de 1989.</p>
<p>No início, a destinação dos royalties não causou grande cobiça da parte dos outros Estados pois essa receita era relativamente pequena. No fim dos anos 1990, a receita dos Estados e municípios com royalties do petróleo atingia pouco mais de R$ 600 milhões ao ano. Mas as descobertas e exploração de novos campos de petróleo por parte da Petrobras aumentaram significativamente esses recursos. No ano passado, os Estados e municípios produtores de petróleo ou que estão localizados em áreas confrontantes com os campos de petróleo localizados na plataforma continental ficaram com mais de R$ 9,3 bilhões.</p>
<p>A tendência é que esse bolo de recursos cresça ainda mais nos próximos anos, em função, principalmente, dos campos de petróleo localizados no chamado pré-sal. A expectativa do governo é a de que a produção de petróleo e gás no Brasil vai mais do que dobrar até 2020, atingindo o equivalente a 5,7 milhões de barris/dia. É fácil imaginar o que essa produção significará em termos de receitas com royalties para a União, os Estados e os municípios e como esses números afetam a ambição dos líderes políticos.</p>
<p>Hoje, a receita com os royalties e participação especial da atividade de exploração do petróleo beneficia diretamente 10 Estados e menos de 20% dos municípios brasileiros. Entre os Estados, o Rio de Janeiro e o Espírito Santos são os maiores beneficiários. Entre os municípios, predominam aqueles localizados no Rio de Janeiro. O incômodo dessa concentração aumentará com a elevação contínua dessas receitas. A discussão sobre os critérios de repartição dessa riqueza seria, portanto, inevitável.</p>
<p>Ela ocorre agora, por ocasião da redefinição do novo marco regulatório para a exploração do petróleo no pré-sal. Aprovada na Câmara, a emenda do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) determinou que, ressalvada a participação da União, a parcela restante dos royalties e participações especiais fosse distribuída para todos os Estados e municípios de acordo com os critérios dos Fundos de Participação dos Estados e dos municípios. Essa nova forma de partilha dos royalties atingiria não apenas o pré-sal, mas toda a produção obtida a partir dos contratos de concessão feitos com base na Lei 9.478 de 1997, a chamada lei do petróleo. Os Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santos, e seus municípios, repudiaram a emenda, com argumento de que ela inviabilizará suas finanças.</p>
<p>Na madrugada da última quinta-feira, o Senado aprovou uma emenda do senador gaúcho Pedro Simon (PMDB) que atribui à União o encargo de compensar os Estados e os municípios perdedores com a sistemática de partilha do deputado Ibsen Pinheiro. A expectativa generalizada é a de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetará a emenda Simon, pois acredita-se que ela será aprovada pela Câmara. Mas mesmo que Lula vete a emenda, é improvável que o Congresso desista da proposta em novembro, quando o assunto será novamente debatido.</p>
<p>A emenda Ibsen, retocada pelo senador Simon, é sem dúvida excessiva, pois atinge a produção já existente, alterando regras em vigor, o que pode levar a questionamentos infindáveis nos tribunais. O bom senso recomenda que as novas regras de partilha a serem definidas se atenham ao pré-sal.</p>
<p>Seria aconselhável que essa discussão ocorresse junto com a reforma tributária, pois foi o tratamento diferenciado do ICMS que deu origem às compensações financeiras pela exploração do petróleo e energia elétrica. A reforma, necessária para dar maior competitividade à economia, sempre foi paralisada pela falta de recursos para garantir a transição do atual para um novo modelo sem perdas para os entes federativos. Uma parte dos recursos do pré-sal talvez pudesse, finalmente, tornar possível a reforma tributária.</p>
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		<title>Temer muda regras para aprovar Fundo Social e partilha</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 18:22:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deu no Jornal]]></category>
		<category><![CDATA[PRE-SAL]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário do deputado Sciarra:
&#8220;Mudar as regras em função de objetivos políticos é puro  casuísmo. Casuísmo é bárbarie!&#8221;
Deu no O Globo (11/06/2010)
Temer muda regras para aprovar Fundo Social e partilha
Presidente da Câmara dá nova interpretação à Constituição para evitar que projeto aguarde a desobstrução da pauta
Com a pressa do governo para concluir o marco regulatório [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comentário do deputado Sciarra:</em></p>
<p><em><strong>&#8220;Mudar as regras em função de objetivos políticos é puro  casuísmo. Casuísmo é bárbarie!&#8221;</strong></em></p>
<p><em>Deu no O Globo (11/06/2010)</em></p>
<p><strong>Temer muda regras para aprovar Fundo Social e partilha</strong></p>
<p>Presidente da Câmara dá nova interpretação à Constituição para evitar que projeto aguarde a desobstrução da pauta</p>
<p>Com a pressa do governo para concluir o marco regulatório para o petróleo na camada do pré-sal, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), vai mudar as regras de votação na Casa com uma nova interpretação da Constituição para permitir a aprovação do projeto que cria o Fundo Social e institui o sistema de partilha na próxima semana.</p>
<p>Sem a manobra, o projeto terá de esperar a votação de cinco medidas provisórias obstruindo a pauta e dificilmente será votado no calendário previsto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p>Com os vários mecanismos regimentais, os deputados levam cerca de nove horas para votar uma medida provisória quando a oposição decide obstruir as votações. Além disso, haverá os jogos da Copa do Mundo, as convenções partidárias nos Estados e as tradicionais festas juninas no Nordeste para ajudar a esvaziar o quórum. O acerto da nova interpretação já foi feito entre Temer e o governo e a secretaria da Mesa preparou um parecer para sustentar a manobra.</p>
<p>Apostando no sucesso da estratégia, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), está convocando os deputados da base para votar o projeto na próxima terça-feira, depois do jogo de estreia do Brasil na Copa do Mundo. O líder vai pedir aos aliados que rejeitem a emenda aprovada pelos senadores que divide o dinheiro dos royalties do pré-sal de forma isonômica entre todos os Estados e municípios, mas a tendência clara entre os deputados, no entanto, é pela aprovação da proposta. O líder governista considera natural o veto à emenda pelo presidente Lula. &#8220;Como não tem base constitucional, deve ser vetada.&#8221;</p>
<p>Mudança. Pela nova regra de Temer, as medidas provisórias não trancarão mais os projetos do pré-sal. Atualmente, vale a seguinte norma, instituída pelo próprio Temer: um projeto de lei está submetido ao trancamento de pauta se estiver tratando de um assunto que pode ser objeto de edição de medida provisória. No caso do pré-sal, no lugar de um projeto de lei, o presidente Lula poderia ter enviado ao Congresso medidas provisórias para definir o marco regulatório, assim, as propostas só poderiam ser votadas com a pauta livre.</p>
<p>Agora, para burlar essa obstrução, o entendimento é que Lula não poderia editar MP sobre o pré-sal, tirando as propostas do trancamento, porque o tema dos projetos já foi modificado antes por emenda constitucional. Temer recorreu a um dispositivo constitucional que proíbe a edição de medidas provisórias para regulamentar artigo da Constituição, cujo texto foi alterado no período de 1995 a 2001. O argumento é que o pré-sal está relacionado à emenda constitucional que acabou com o monopólio do petróleo, em 1995, no governo Fernando Henrique Cardoso e, portanto, está dentro da proibição.</p>
<p>A interpretação de Temer, porém, despreza o fato de que o fim do monopólio foi regulamentado por projeto que resultou na Lei 9.478. Essa mesma lei já foi alterada outras vezes por medidas provisórias.</p>
<p>&#8220;A cada momento se dá uma interpretação da Constituição. A instituição (Câmara) está em crise. Uma crise de vergonha na cara, na qual a instituição segue as regras da conveniência de quem tem poder e a interpretação é feita de forma a favorecer o governo&#8221;, protestou o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP).</p>
<p>Assessores jurídicos da secretaria da Mesa alertam que essa nova regra para salvar o pré-sal terá consequências para o próprio governo, limitando a edição de MPs.</p>
<p>As regras da administração pública, por exemplo, passaram por reforma constitucional. Várias MPs criando cargos e concedendo aumentos salariais foram editadas depois disso e, com a nova regra, essa prática não poderá mais ser usada. Mesmo no caso da lei do petróleo, incluindo o pré-sal, nenhuma mudança poderá ser mais por MP.</p>
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		<title>Os royalties e a questão tributária</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 14:13:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>editor2</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[PRE-SAL]]></category>

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		<description><![CDATA[Mesmo antes do petróleo da camada Pré-sal começar a ser explorado, a discussão sobre como serão distribuídos os royalties advindos de sua produção gera calor e atrai para o embate vozes do Legislativo, do Judiciário e de boa parte da sociedade que acompanha pela mídia um replay do antigo bordão de Getúlio Vargas: “O petróleo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo antes do petróleo da camada Pré-sal começar a ser explorado, a discussão sobre como serão distribuídos os royalties advindos de sua produção gera calor e atrai para o embate vozes do Legislativo, do Judiciário e de boa parte da sociedade que acompanha pela mídia um replay do antigo bordão de Getúlio Vargas: “O petróleo é nosso”.</p>
<p>As lágrimas do governador fluminense frente à aprovação pela Câmara Federal da emenda dos deputados Ibsen Pinheiro e Humberto Souto, não deixa dúvidas de que esta decisão terá impacto dramático na composição da economia de todos os entes federativos, principalmente na dos estados produtores, como o Rio de Janeiro, que sempre contaram com a arrecadação expressiva do Petróleo em seus caixas.</p>
<p>Os royalties são calculados multiplicando-se a alíquota, isto é, o percentual previsto no contrato de concessão do campo petrolífero (entre 5% e 10%), pelo valor da produção, que corresponde ao volume de petróleo e gás natural explorado por mês vezes o preço do produto naquele período (em m³). O Pré-sal duplicou as reservas brasileiras que já eram de 14 bilhões de barris, e com uma vantagem adicional, uma taxa de sucesso espantosa; 87% dos poços perfurados entre a Bacia do Espírito Santo e a Bacia de Santos encontraram óleo.</p>
<p>Até então a legislação que regulava a distribuição dos royalties designava para os estados e municípios confrontantes (aqueles que onde há exploração na parte marítima do seu território) entre 60%  e 45% da receita total, dependendo do percentual previsto no contrato de concessão com a empresa exploradora. Para termos uma referência concreta desse montante, apenas em 2007, dos R$ 7,4 bilhões arrecadados com royalties do petróleo, 4,7 bilhões ficaram com os Estados e Municípios produtores. Pouco mais de 500 milhões foram direcionados para um Fundo que contempla Estados e Municípios e o restante foi distribuído entre o Ministério da Ciência e Tecnologia, a Marinha e a União.</p>
<p>No Paraná o único município confrontante é Matinhos, que poderia ser contemplado pelos royalties dos campos de Coral e Caravelas – ambos do Pós sal &#8211; caso eles estivessem ativos. De acordo com os autores da emenda a previsão é que, com a aprovação da medida no Senado e posterior sanção presidencial, a arrecadação dos royalties do Paraná passaria dos atuais R$ 296.209.600,00 para R$ 1.625.600.000,00 a partir de 2017.</p>
<p>A meu ver, o grande problema da emenda Ibsen/Souto, que aloca a totalidade dos recursos dos royalties em dois fundos para serem distribuídos de forma equânime entre os entes federativos, se deve ao fato de abranger os contratos anteriores à medida. Se por um lado a emenda simplificou a partilha, por outro ela prejudica ainda mais os Estados produtores que perdem até mesmo aquilo que já possuíam antes da discussão do Pré-sal vir à tona. Acredito que mais apropriado seria construir uma proposta que regulasse somente aquilo que será explorado daqui para frente, até para que a medida não seja questionada judicialmente no futuro.</p>
<p>Apesar da importância de um marco legal para esta redistribuição dos dividendos do petróleo brasileiro, esta conversa leva a uma questão ainda mais premente. Seu cerne verdadeiro encontra-se na esfera fiscal que aguarda ainda a tão propalada e tão pouco discutida reforma tributária. Foi a ausência deste projeto que acentuou os contornos fratricidas desta batalha entre estados produtores e não produtores.</p>
<p>O presidente Lula poderia ter empregado sua enorme popularidade a serviço desta reforma. Se houvesse esta disposição, a discussão sobre a partilha das riquezas do Pré-sal estaria hoje sendo conduzida sob um terreno mais firme e com balizas mais nítidas. Mas o presidente não trabalhou para isso em mais de sete anos de mandato e certamente não o fará agora, em pleno ano eleitoral. Pior do que a estagnação em conduzir esta discussão foi a pressa com que o governo exigiu a análise dos projetos do Pré-sal no Legislativo, não possibilitando a reflexão necessária para a consolidação de uma política econômica consistente para o Petróleo. Questões como o modelo de exploração &#8211; se partilha ou concessão -, a capitalização da Petrobras e a criação de uma nova estatal para explorar o Pré-sal merecem muita atenção, pois guardam desdobramentos sérios que podem trazer graves prejuízos à nação.</p>
<p>A necessidade de modernização de nosso desgastado sistema tributário vem sendo discutido há tempos. Diversos articulistas econômicos, entre eles Everaldo Maciel e Maílson da Nóbrega, vêm destacando a inconsistência dos critérios de distribuição dos impostos ao longo da história recente brasileira. Desde a Constituição de 1988, por exemplo, o Paraná vem perdendo a cada ano algo em torno de R$ 650 milhões de ICMS da energia elétrica, que é produzida no Estado (principalmente por Itaipu), mas que é recolhido aos cofres dos Estados onde esta energia é consumida. O ICMS do Petróleo é tratado da mesma maneira, cobrado no destino final e não na instância produtora. Uma distorção que penaliza alguns Estados em benefício de outros.</p>
<p>É claro e certo que a redistribuição das riquezas do petróleo entre os entes federativos é uma questão de Justiça, e que merece uma discussão aprofundada, longe das conveniências políticas que marcam um ano eleitoral, mas a situação do Rio de Janeiro talvez não fosse tão dramática se o ICMS do Petróleo ficasse nos cofres cariocas (ou capixabas, ou paulistas), bem como o imposto da energia paranaense.</p>
<p>Espero que a benção do Pré-sal sirva também como um catalisador para trazer à luz estas questões tributárias que sempre foram margeadas, mas nunca aprofundadas como merecem.</p>
<p><em><strong>Eduardo Sciarra é engenheiro e deputado federal (DEM/PR)</strong></em></p>
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